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TRÂNSITO

Motociclistas ganham faixa exclusiva de espera em semáforos de Novo Hamburgo

Prevista no Código de Trânsito Brasileiro desde 2021, a medida visa reduzir acidentes e dar agilidade ao fluxo de veículos em pontos de grande movimento

Publicado em: 25/12/2025 às 21h:42 Última atualização: 26/12/2025 às 15h:02
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Nos últimos meses de 2025, os motoristas que circulam pelo Centro de Novo Hamburgo passaram a encontrar uma nova sinalização horizontal: a área de espera para motociclistas. O espaço, delimitado por duas linhas pintadas no asfalto, fica localizado à frente da linha de retenção dos demais veículos, entre a faixa de pedestres e os automóveis que aguardam o sinal verde.

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Área de espera para motociclistas foi implementada na esquina da Rua Primeiro de Março com a Avenida Marcílio Dias  | abc+



Área de espera para motociclistas foi implementada na esquina da Rua Primeiro de Março com a Avenida Marcílio Dias

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

Prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) desde 2021, a sinalização está em fase de testes em dois dos cruzamentos mais movimentados da cidade: na esquina da Avenida Primeiro de Março com a Rua Marcílio Dias, próximo à Plataforma 3 do Paradão, e na Rua Marcílio Dias com a Avenida Nações Unidas.

Além de motocicletas, a área de espera também pode ser utilizada por motonetas e ciclomotores, exclusivamente enquanto o semáforo permanece no sinal vermelho. A proposta é reduzir conflitos no momento da arrancada dos veículos e dar mais visibilidade aos condutores de duas rodas evitando o “ponto cego”.

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Medida está em fase de testes

A iniciativa partiu de um estudo de viabilidade solicitado pelo vereador Giovani Caju (PP) à Prefeitura, ainda no mês de fevereiro. “É uma medida simples que já é adotada em várias cidades e colabora com a segurança de motociclistas e motoristas, além de agilizar o deslocamento de quem trabalha com entrega”, destaca o parlamentar.

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A proposta foi analisada pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Serviços Urbanos e recebeu parecer favorável do engenheiro de tráfego Tiago Kirsch.

Ele explica que a “área de espera” já é regulamentada por legislação federal, entretanto, como ainda não há um padrão de dimensionamento, a recomendação técnica é que o recuo tenha entre 2,5 e 5 metros de profundidade, variando conforme o volume de tráfego de motos. E, por exigir esse espaço extra, nem todos os cruzamentos da cidade comportam a sinalização.

Diante disso, o diretor de Mobilidade Urbana, Sandro Salazar, confirmou que a pasta já realiza estudos técnicos para identificar quais outras vias possuem o perfil adequado para receber a melhoria.

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Redução de acidentes em até 90%

A medida, mesmo em caráter experimental, recebeu amplo apoio da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do RS (Sindimoto-RS), a área é uma demanda solicitada pela categoria e uma das medida é uma das mais eficazes para salvar vidas.

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“Em todos os levantamentos feitos no Brasil, houve uma redução de conflitos e acidentes em torno de 90%. Nossa avaliação é 1000% a favor. É uma solução que já existe no exterior e que estamos lutando para que seja implementada em todo o país sem a burocracia excessiva”, afirma Valter.

Experiência pioneira em São Paulo

A área de espera para motociclistas não é novidade no País. São Paulo foi pioneira na implantação do modelo em 2013, por meio da Operação Frente Segura. Na época, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) comprovou que a segregação das motos no momento da largada reduz de forma significativa o risco de colisões com automóveis.

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