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CORRIDA CONTRA O TEMPO

"Não vou desistir": Moradora de Novo Hamburgo luta por medicamento de R$ 17 milhões para filho com doença rara

Kalebi Julio Martins, de 9 anos, é portador da Distrofia Muscular de Duchenne; saiba como ajudar fam

Publicado em: 12/05/2026 às 15h:10 Última atualização: 12/05/2026 às 16h:33
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“Eu não vou desistir até levar ele para fazer a medicação.” É o que reforça Diná da Silva, de 40 anos, mãe do Kalebi Julio Martins, 9, diagnosticado com a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), uma doença rara e degenerativa que enfraquece os músculos.

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No último sábado (9), um brechó solidário foi realizado para ajudar na compra do medicamento milionário. A iniciativa é apenas uma das ações organizadas pela família, moradora do bairro Boa Saúde, em Novo Hamburgo, e por voluntários.

Kalebi com a mãe Diná | abc+



Kalebi com a mãe Diná

Foto: Arquivo pessoal

A identificação da condição ocorreu em novembro de 2024, na Casa dos Raros, em Porto Alegre, e, desde o começo de 2025, Diná soma esforços para captar o valor do remédio que promete interromper a progressão da doença. O tratamento indicado é o Elevidys, que custa R$ 17 milhões a dose única.

Com rifas, meio-frangos, pedágio solidário, brechós e pelo site Vakinha, o valor angariado até o momento foi de R$ 40 mil, o que está longe do custo final.

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Tratamentos secundários e aplicação nos EUA

Após o laudo, foi possível iniciar tratamentos que colaboram para a qualidade de vida do menino, como fisioterapia e uso de fármacos específicos. Contudo, somente o Elevidys é capaz de retardar a evolução da doença.

“Com o diagnóstico, tu começa a ter acompanhamento, muda totalmente a vida da criança. Ele caía demais e está caindo menos, tem menos dor, não tem mais vômito”, relata Diná.

Segundo a mãe de Kalebi, após a arrecadação do valor total, a família ainda precisará buscar a aplicação da injeção nos Estados Unidos, pois no Brasil o procedimento é permitido apenas até os 7 anos.

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“Eu espero e tenho fé em Deus que nós vamos ir. Eu não vou desistir até levar ele para fazer a medicação. O Kalebi é tudo que eu tenho na minha vida”, afirma.

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Diná também conta que se inscreveu no Parent Project Muscular Dystrophy, uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que conduz estudos sobre terapia gênica para DMD e ensaios clínicos.

Diná Silva, mãe de Kalebi Julio Martins | abc+



Diná Silva, mãe de Kalebi Julio Martins

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

Custos adicionais

Kalebi faz uso de Deflazacort (medicamento que ainda não foi obtido por via judicial) vitamina D, cálcio e melatonina. Faz acompanhamento com cardiologia, pneumologista e psicólogo. Somado a isso, precisou interromper as fisioterapias aquática e no solo que fazia gratuitamente na Universidade Feevale e passou a fazer em uma clínica privada, aumentando os custos.

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“Ele vai fazer uma vez, mas precisa que sejam três”, pontua a mãe.

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Assim, os recursos arrecadados nos eventos ajudam a custear essas necessidades enquanto o medicamento segue em processo de obtenção judicial.

Como ajudar

Os eventos são realizados por um grupo de voluntários, composto por familiares e amigos da família, e podem ser acompanhados pelo Instagram @ajudeokalebi. Na mesma página é possível conferir e ajudar com as rifas que estão em andamento, e além disso, colaborar pelo site vakinha.bio/5523677.

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"Eu não vou desistir": mãe luta para garantir medicamento de R$17 milhões ao filho com doença rara
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