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ESTILO DE VIDA

Novo Hamburgo passa a contar com pontos de apoios para campistas e caravanistas; veja como é a vida na estrada

Cidade recebe encontro do Grupo Campistas Raiz e programação segue neste final de semana; saiba mais

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 01/11/2025 às 17h:45
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A Sociedade Gaúcha de Lomba Grande se tornou ponto de encontro para campistas e caravanistas de todo o Brasil. O evento, que iniciou na quinta-feira (30) e segue até este domingo (2), é realizado pelo Grupo Campistas Raiz. Segundo Eliezer Pazini, diretor do grupo, Novo Hamburgo está em processo de se tornar a capital nacional do motorhome.

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Encontro de campistas e caravanistas em Novo Hamburgo | abc+



Encontro de campistas e caravanistas em Novo Hamburgo

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

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“O contexto histórico a cidade tem, a maior feira do segmento da América Latina está sendo realizada aqui, na Fenac, que é a ExpoRaiz. Agora temos também pontos de apoio na cidade em uma parceria com a Prefeitura de Novo Hamburgo. Um deles ficará na Sociedade Gaúcha de Lomba Grande e outro no Floresta Parque Imperial, com apoio da Comusa. Serão pontos com água, luz e que permitem o descarte de detritos da maneira correta. Será permitido ficar até 3 dias”, explica Pazini.

Os dois pontos de apoio em Novo Hamburgo estarão ativos a partir da segunda-feira (3).

Ponto de Apoio em Lomba Grande | abc+



Ponto de Apoio em Lomba Grande

Foto: José Acir Borges

O encontro conta com mais de 130 veículos. São famílias inteiras, casais e amigos que aproveitam a vida ao ar livre e também a cultura gaúcha.

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“Vem gente de diversos lugares, como Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro. Na sexta teve show e apresentações das invernadas do CTG. Também foi realizada uma palestra, com Aurélio Strack, sobre os primeiros imigrantes alemães, como surgiu o CTG , foi uma verdadeira inserção na cultura gaúcha”, detalha o diretor e organizador do evento.

A Exporaiz já tem data marcada para 2026. A feira segue na Fenac, sendo realizada de 30 de abril a 3 de maio.

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“Todo mundo se ajuda”

Cláudia, Mara, Daniel e José Acir | abc+



Cláudia, Mara, Daniel e José Acir

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

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No caravanismo, assim como no campismo, mais importante que itens de necessidade básica e equipamentos são as relações construídas. Cláudia Borges, 58 anos, e José Acir Borges, 62, de Foz do Iguaçu (PR), dividem os momentos do encontro em Lomba Grande com o casal Mara Rodrigues, 68, e Daniel May Rodrigues, 74, de Capão da Canoa, no Litoral Norte do RS.

“O melhor do campismo, caravanismo, é o convívio. Ninguém fica sozinho, todo mundo se ajuda”, comenta Mara.

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Biju tem espaço garantido nas viagens da família Borges | abc+



Biju tem espaço garantido nas viagens da família Borges

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

José conta que está em uma viagem mais longa desta vez. Ele e Cláudia saíram do Paraná há 10 dias e ficarão cerca de 4 meses entre cidades gaúchas e paranaenses. “Vamos para Capão celebrar os 80 anos da minha mãe, depois vamos para outro encontro organizado pelo Eliezer em Gramado. Voltaremos para o litoral do Rio Grande do Sul e devemos sair em Pontal do Paraná em fevereiro”, relata o empresário do ramo da hotelaria. O casal sempre viaja com a cadelinha Biju.

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Planejamento e cuidado

O grupo tem a mesma opinião quanto ao que é essencial na hora de pegar a estrada e chegar a um novo local. “A primeira coisa é saber se o local é seguro. Se não houver ponto de apoio, não parecer seguro, ficamos em um posto de combustível. Acabamos tendo um sexto sentido”, ressalta José.

“Não pode faltar planejamento e dinheiro. Você vai sair para a viagem com itens para dois, três dias. Mas será preciso fazer mercado, abastecer o carro”, lembra Cláudia. Essa também é uma forma de movimentar a economia dos municípios.

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“Sempre pesquisamos o que fazer na cidade. Visitamos feira do produtor, restaurantes, lugares turísticos. Comemos pratos típicos. Vivenciamos cada local”, diz José Acir.

A prática permite encontros em diferentes parte do Brasil. Durante o evento em Lomba Grande, Daniel teve uma surpresa. “Encontrei aqui um amigo que não via há uns 30 anos. O campismo é isso, não tem preço, tem valor”, afirma.

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