Entre os dias 11 e 15 de agosto, a Universidade Feevale promoveu a primeira semana da nova edição de seus workshops gratuitos e abertos à comunidade, voltados a quem deseja explorar ou aprofundar conhecimentos nas áreas criativas. A programação, realizada na sala 304C do Prédio Amarelo do Câmpus II, contou com oficinas sobre concept art, pré-produção e animação em pixel art, com emissão de certificado para os participantes.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
A oficina de Animação em Pixel Art, realizada nesta sexta-feira (15), fechou a programação da semana. Inspirada nos clássicos dos videogames, a atividade ensinou técnicas de animação no estilo retrô, utilizando o software Aseprite. O encontro foi conduzido por monitores do Laboratório Experimental de Jogos Digitais, Animação e Audiovisual, que também ofereceram apoio individual e orientações práticas aos participantes.
Para o coordenador do curso de Jogos Digitais da Feevale, Eduardo Müller, a proposta vai além do ensino de técnicas específicas: “Os workshops buscam democratizar um pouco os processos criativos que envolvem produção de jogos, de animações e de cinema. São abertos à quem tem interesse, mas ainda não tem conhecimento técnico. Qualquer pessoa pode vir. Além do conteúdo, os participantes interagem com alunos e profissionais dos cursos, conhecem o ambiente e entendem como é estar nesse meio criativo”, explicou.
Müller destaca que, ao longo de três semanas (duas ainda pela frente), cada encontro aborda um recorte diferente dentro do universo criativo, abrangendo jogos, audiovisual e animação. “Os temas se conectam, mas cada oficina tem um foco. Também emitimos certificado, o que pode ser interessante para o currículo de quem participa”, acrescentou.
Mercado a partir da Universidade
Além do impacto formativo, ele lembra que o fortalecimento do mercado de jogos digitais e animação no Estado passa por iniciativas como essa. “Quando o curso de Jogos Digitais começou, em 2008, o mercado no Brasil ainda era incipiente. Hoje, só no Rio Grande do Sul, são 47 empresas registradas na Associação de Desenvolvedores, além de outras que não estão na lista, como o estúdio da Epic Games, que atua com Fortnite e emprega ex-alunos nossos. A universidade não só forma profissionais, mas também ajuda a desenvolver o próprio mercado, aproximando empresas e novos talentos”, afirmou.
A oficina de sexta-feira também contou com a participação de monitores e alunos. Lucas Soares Gonçalves, 21 anos, estudante e monitor do curso de Jogos Digitais, vê na função uma forma de consolidar o aprendizado: “Uma das formas mais fortes de aprender é ensinando. Ser monitor é uma grande oportunidade para estudar, aplicar o conhecimento e trocar experiências com outras pessoas. Além de aprender sozinho, você aprende na interação social”. Lucas já participou como aluno de outras oficinas e neste semestre também ministra atividades, como produção de efeitos sonoros e sound design para jogos.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Entre o público, havia desde iniciantes até quem já atua na área. Marcelo de Souza, 27 anos, morador de Campo Bom e aluno de Ciências de Dados da Uninter, foi um dos que se interessaram pela programação: “Meu interesse por jogos digitais vem desde o ensino médio. Participei recentemente da mostra de jogos dos alunos e conheci o coordenador e monitores. Estou concluindo dois cursos, ciência de dados e um profissional de jogos digitais, e quero iniciar o curso aqui na Feevale”, contou.
A segunda semana de workshops segue a partir desta segunda-feira (18), com novas atividades abertas à comunidade e abordando diferentes áreas criativas como Audiovisual dentro das Redes Sociais (18/08), Introdução ao Blender (19/08) e Produção de Efeitos Sonoros (22/08). Mais informações em @jogosdigitaisfeevale.