Internado desde o dia 12 de fevereiro no Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH), Cristiano Dhein, de 40 anos, enfrenta uma espera de quase três meses por leito em hospital de alta complexidade em Porto Alegre. Ele aguarda a realização de uma cirurgia de correção nasal, necessária após danos causados por um tipo de fungo que atingiu a região do nariz.
CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DE NOVO HAMBURGO NO WHATSAPP

Foto: Arquivo/GES-Especial
Segundo o relato de Cristiano, o quadro inicial era de anemia, já tratado pela equipe médica do HMNH. No entanto, durante os exames, foi identificado o fungo que comprometeu as cartilagens nasais. O procedimento indicado seria uma raspagem e uma cirurgia reparadora, semelhante a uma rinoplastia.
Ele conta que o tratamento com antibióticos segue sendo feito no hospital hamburguense enquanto aguarda pela vaga. Para tentar acelerar o processo, a família organiza três orçamentos médicos para acionar a Justiça. Uma consulta com otorrinolaringologista já está agendada para o dia 16 de maio na capital gaúcha. Enquanto isso, ele segue internado, longe do trabalho e da rotina que mantinha desde 2010 como instrutor em uma autoescola hamburguense.

Foto: Arquivo pessoal
A Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH) confirmou que o paciente está na ala de Internação 2 do Hospital Municipal, e que a responsabilidade pela transferência é do sistema estadual. O órgão afirma que Cristiano está na fila do Gerint (Gerenciamento de Internações Hospitalares), mecanismo de regulação do Estado, e que a equipe local segue oferecendo o tratamento possível até que a transferência seja autorizada.
A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS), por sua vez, informou que não pode comentar casos individuais em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo o órgão, os pedidos de vagas são avaliados por critérios técnicos, conforme a gravidade e a urgência médica, e a Central de Regulação é quem define as prioridades.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
A recomendação da pasta estadual é que o paciente e seus familiares acompanhem a solicitação diretamente com o hospital de origem ou com o município, informando qualquer agravamento à equipe médica responsável.