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JUNHO VIOLETA

Palestra ensina público idoso a se proteger contra golpes e situações de violência

Atividade se repete no CRAS Kephas nesta quinta-feira de manhã em Novo Hamburgo

Publicado em: 25/06/2026 às 08h:27 Última atualização: 25/06/2026 às 08h:27
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Golpes, violência psicológica, física, moral, abuso financeiro, apropriação indébita… estas são algumas das situações a que a população idosa é vulnerável. Com o objetivo de auxiliar esse público a identificar esses casos e se proteger, a Prefeitura de Novo Hamburgo promove, nesta quinta-feira (25), uma palestra às 9h no CRAS Kephas.

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Alusiva ao Junho Violeta, campanha dedicada à conscientização e ao combate à violência contra a pessoa idosa, a iniciativa já foi realizada no CRAS Canudos nesta quarta-feira.

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A ação ocorre em parceria com a Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP), por meio do Observatório de Segurança Pública, Inteligência e Contrainteligência e do Departamento de Programas de Prevenção à Violência (DPPV) da Guarda Municipal, além do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M).

Com explicações e demonstrações didáticas, o diretor do GGI-M, José Lourenço e a diretora do Observatório de Segurança, Claudete de Souza, ensinam os participantes a prevenir, identificar e resolver, quando possível, os transtornos causados pelos crimes sofridos.

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Dentre as situações descritas na atividade estão golpes do WhatsApp clonado, redes sociais hackeadas, falso contato de bancos, golpe dos nudes, do falso advogado e o famoso conto do bilhete premiado.

A aposentada Rita Santina Mocini, de 69 anos, mora no bairro Canudos e lembra que já sofreu pelo menos dois dos golpes descritos. “Eu acho muito importante ensinar sobre isso para a gente se livrar, porque infelizmente eu caí em dois. Primeiro foi o do bilhete premiado. Depois foi o do cartão clonado, em que eles ligam dizendo que fizeram uma compra”, diz.

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“Eles tinham tantos dados meus e do meu marido que achei que fosse verdade, então é muito bom ter essas palestras para a gente aprender”, continua.

Eromita Ferreira de Mello, de 76 anos e também aposentada, mora no mesmo bairro e nunca sofreu nenhum golpe, mas já viu pessoas próximas sofrerem. “Achei maravilhosa a palestra que eles deram porque eu tenho um vizinho que caiu em um golpe. Ele tinha juntado 20 mil reais para fazer a casa dele e comprou todas as madeiras pela internet para construir, mas a loja na verdade não existia e ele perdeu tudo”, afirma.

De tanto ver amigos e familiares serem alvos de estelionato, Eromita já fica atenta quando recebe ofertas boas demais para serem verdade. “Esses dias ligaram para mim perguntando se eu precisava de dinheiro. Precisar, eu preciso, né? Aí disseram que eu precisava passar meus documentos e ir buscar o dinheiro. Eu falei ‘tá bom, eu levo os documentos ali, então’, e desligaram”, relata.

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