Em operação há mais de dois anos, o sistema de estacionamento Rotativo Digital continua gerando debates entre os motoristas que transitam em Novo Hamburgo. Enquanto alguns aprovam a iniciativa, outros ainda enfrentam dificuldades e criticam sua implementação.
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Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Mudanças no sistema estão sendo discutidas por representantes da Companhia Municipal de Urbanismo (Comur) e pelo prefeito Gustavo Finck (PP), que solicitou melhorias no serviço. As propostas de alterações foram apresentadas na segunda-feira (17) pelo diretor-geral interino da Comur, Fábio Tomasiak, aos vereadores na Câmara Municipal. A convocação foi do vereador Juliano Souto (PL).
Em um giro pelas principais avenidas do Centro, a reportagem constatou que muitas dúvidas persistem entre os usuários. Motoristas relatam dificuldades para acessar o aplicativo e apontam a falta de informações sobre o funcionamento do sistema. Entre as principais reclamações, estão o tempo de tolerância de apenas 10 minutos – considerado curto – e a dificuldade na compra de créditos.
“Ninguém aparece”, reclama usuário
O comerciante Francisco Soares, 49 anos, expressa sua frustração com a fiscalização: “A gente procura, procura e não acha fiscal. Mas, assim que viramos as costas, eles aparecem. Para comprar, ninguém aparece, mas para notificar, é rapidinho.”
Durante esta terça-feira (18), a professora Solange do Carmo Silva, 65, moradora de Sapucaia do Sul, enfrentou dificuldade para usar o sistema. Após estacionar em frente à Agência dos Correios, na Avenida Pedro Adams Filho, precisou caminhar por duas quadras em busca de ajuda. A situação só foi resolvida após 20 minutos, quando a motorista conseguiu encontrar um fiscal da Comur.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
A falta de sinalização e informações sobre os pontos de venda de créditos são suas principais críticas. “Perguntei no comércio local, mas ninguém sabia de nada. Isso é uma vergonha para uma cidade do tamanho de Novo Hamburgo. Complica a vida de quem vem de fora”, desabafa.
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Já o morador de São Leopoldo, Marcelo Felipe Knoner da Silva, 26, não aprova a obrigatoriedade do aplicativo. “Tive dificuldade para estacionar e precisei procurar um fiscal para pagar. Ele me orientou a baixar o aplicativo, mas não dá para ficar baixando um app [aplicativo] para cada cidade. Venho raramente para cá, acho desnecessário”, avalia.
Há quem aprove
Por outro lado, há quem aprove o sistema. O motorista de aplicativo Lauro Seimetz, 54, enxerga de forma positiva a maior organização no trânsito. “Ficou mais fácil estacionar. As pessoas sabem que não podem ficar horas no mesmo lugar, e isso trouxe mais rotatividade para o Centro”, aponta.
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41 pontos de venda
Conforme Comur, atualmente há 41 pontos de vendas em comércios da cidade. Além do aplicativo, os créditos podem ser adquiridos nesses pontos físicos, devidamente sinalizados, ou diretamente com os monitores que circulam pelos perímetros. Desde outubro de 2023, o Rotativo Digital substituiu a Faixa Nobre e os tickets de papel, dividindo a cidade em duas áreas tarifadas: a Zona Azul, que abrange a região central, e a Zona Verde, destinada às áreas periféricas.
As tarifas variam conforme a zona: na Azul, os valores vão de R$ 1,20 por 30 minutos a R$ 9,60 por três horas, enquanto na Verde variam de R$ 0,60 por 30 minutos a R$ 4,80 por três horas. O pagamento pode ser realizado pelo aplicativo Rotativo Digital NH, com os fiscais do sistema ou em pontos de venda credenciados.