Com temas que variam entre memória, desejo, medo e exaustão, a escritora Marina Freitas, moradora de Morro Reuter, se prepara para a publicação de seu segundo livro, Primeira Pessoa, pela editora Comala. A obra, que transita entre três gêneros textuais, permanece em pré-venda por 30 dias contados desde esta segunda-feira (1).

Foto: Divulgação/Agência Sou uma Xícara
“Todos os 51 textos que estão ali são escritos em primeira pessoa. É o elo entre os textos. Temos três gêneros textuais, que são poemas, minicontos e crônicas. Alguns podem ser lidos como autobiográficos, embora não seja o que importa para a literatura”, comenta a autora.
“Como o nome diz, são todos em primeira pessoa, mas as experiências que são relatadas ali podem ser vividas de forma coletiva e as pessoas podem se identificar”, continua.
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Marina comenta que a proposta deste formato de escrita é fazer com que o leitor possa se enxergar no que lê. “A ideia dessa escrita é possibilitar a identificação das pessoas com os textos. Eu parto sempre do pressuposto de uma escritora francesa que eu admiro muito, Annie Ernaux, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2022. Ela fala que tudo o que foi vivido merece, pode e deve ser escrito.
“Um dos meus favoritos é o poema Minha Boca. Ele começa assim: ‘Minha boca sorri disfarçando a tristeza, a minha boca fala demais, grita e sonha. A minha boca sangra. A minha boca sente dor, enraivece e explode. Se despedaça diante de mim e chora pelas vezes em que já se calou’”, descreve.
“É sobre o silenciamento de nós, mulheres. A escrita era, por muito tempo, reconhecida apenas como um papel dos homens. O poema é sobre nós, mulheres, não nos calarmos mais. Isso incomoda, nos coloca às vezes em situações delicadas, mas que esse movimento continue. Nossa boca deve ser livre para falar”, continua.
“A leitura humaniza as pessoas”
Marina, que também é professora de língua portuguesa, literatura e língua inglesa em Dois Irmãos, lançou sua primeira publicação em 2024: o livro de contos ParalElas.
“Em 2019, eu participei de uma oficina gratuita de escrita literária no município, quando comecei a escrever contos com protagonistas mulheres. Comecei a publicar, as pessoas se identificavam, então busquei uma editora para publicar”, lembra.
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Para a autora, a literatura é uma ferramenta de amadurecimento e crescimento pessoal. “A leitura humaniza as pessoas. Quem lê tem repertório intelectual, de vocabulário e psíquico. Quando a gente fala sobre psicológico, poder de argumentação e vivências, ela entra nesse campo.”
Como adquirir a obra
De acordo com a escritora, o livro ainda não conta com exemplares físicos. “Ele ainda está sendo produzido. Então quem comprar vai receber em casa até o mês de setembro”, explica.
Para comprar e, consequentemente, contribuir financeiramente com o processo de publicação do livro, basta acessar o site da editora clicando aqui. O link oferece a aquisição de um, dois ou três livros físicos, além de livro digital para envio ao Kindle ou outra plataforma de leitura de e-books.