O projeto ACI em Arte realiza, durante o mês de abril, a Exposição Novo Hamburgo sob as Lentes de Alceu Feijó. A ação, que relembra o passado do município em fotos registradas nos anos 60 e 70, permanece disponível para o público até o dia 8 de maio.
O público pode visitar a ação gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h às 17h30min, na sede da ACI (Joaquim Pedro Soares, 540, Centro). A ação é uma homenagem ao fotojornalista Alceu Mario Feijó, falecido em 2020 e que, juntamente com Novo Hamburgo, completa 100 anos em 2027.
O profissional atuou na Cia Jornalística Caldas Junior e no Grupo Editorial Sinos, onde chegou a ser diretor de fotografia. Além de fotógrafo, foi colunista no Jornal O 5 de abril e no Jornal NH e tinha programa na Rádio ABC, atual 103.3 FM. Embora seja natural de São Francisco de Paula, construiu a sua carreira no município hamburguense.
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O diretor da ACI, Fauston Gustavo Saraiva, destaca que ações como essa têm como objetivo incentivar a difusão de cultura como um todo. “Criamos para que todos os nossos associados e frequentadores possam ter acesso ao material produzido por diversos artistas, pintores, escultores e, nesse caso, fotógrafos.”
Fotos transportam o público aos anos 60 e 70
Ao se deparar com a exposição, o público pode vivenciar uma verdadeira viagem no tempo. Dentre as imagens que o público pode apreciar estão fotos aéreas da rótula do PIO XII, em uma imagem noturna de 1970, do Parque de Exposições da Fenac (registrada entre 1966 e 1968), do Centro.
Em das imagens em preto e branco, é possível ver os trilhos de trem cruzando um dos bairros da cidade enquanto duas meninas de aparentes 11 anos passam por ele. Outra ainda mostra o fotojornalista trabalhando no stand da Companhia Jornalística Caldas Júnior na Fenac em 1964.
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A advogada Aline Bittencourt Teixeira, de 54 anos, do bairro Rincão Primavera, deixou-se levar pela nostalgia enquanto apreciava as obras.
“Me chamou atenção a imagem em que aparece o trilho do trem porque é uma zona bem residencial e por incrível que pareça, Novo Hamburgo ainda tem zonas predominantemente residenciais, sem aqueles arranha-céus imensos que a gente encontra em Porto Alegre”, diz.
“Para mim, essa ação é muito importante porque sou natural de Porto Alegre e moro em Novo Hamburgo desde os anos 2000. Eu me apaixonei pela cidade e não tinha ideia de como era antes. A cidade que eu tenho em mente é a de 25 anos atrás, mas vendo como era antes fico até emocionada, porque eu amo essa cidade”, completa.