Justamente no mês dedicado ao meio ambiente, a Escola Municipal de Educação Infantil Primavera, em Novo Hamburgo, recebeu nesta segunda-feira (23) a primeira apresentação do projeto Belolô e o Mundo Belo. Com cenário colorido e uma história que une fantasia e realidade, a contação emocionou e prendeu a atenção das crianças do início ao fim.

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial
A apresentação abordou de forma lúdica temas urgentes como o cuidado com o planeta, a reciclagem e os efeitos das mudanças climáticas. Inspirada nas enchentes de 2024, a história usa o exemplo de resiliência do Cavalo Caramelo — animal que ganhou repercussão nacional ao sobreviver dias ilhado sobre um telhado em Canoas — para relembrar esse momento marcante da história gaúcha.
A iniciativa é da artista e produtora Natália Bischoff, da Apoema Artes e Criações. O projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento Artístico e Cultural de Novo Hamburgo, com recursos da Lei Paulo Gustavo, via Ministério da Cultura. A montagem conta ainda com cenário de Cleber Melo e trilha sonora original assinada por Márcio Fülber. O texto é de autoria da própria Natália, que faz sua estreia em cena após longa experiência nos bastidores da produção cultural.
A proposta é levar sessões gratuitas a escolas. Depois desta segunda, o projeto passará ainda pela EMEB José Bonifácio, nesta quarta-feira, e pela EMEI Branca de Neve na sexta, nos turnos da manhã e tarde. A expectativa é sensibilizar as crianças sobre a importância de preservar a natureza, com uma linguagem acessível e afetuosa.
Com olhar atento e fala firme, Natália defende que não há mais tempo a perder quando o assunto é meio ambiente. “As cidades crescem, a natureza diminui. Conforme destruímos, vamos eliminando o que é necessário à nossa própria sobrevivência”, disse. “O aquecimento global já está aqui. Enchentes, estações do ano cada vez mais confusas… Não dá mais para postergar. As crianças são o nosso futuro”, falou.
Inspiração veio de casa
A inspiração para o projeto nasceu em casa, com os próprios filhos. Natália é mãe de Naruê, de 9 anos, e de Lua, de 6, e começou a contar histórias para eles desde cedo. Com o tempo, percebeu que poderia expandir essa experiência para outras crianças.
“Comecei a contar histórias para eles desde pequenos, e em 2023 levei essa ideia para a escola deles, usando livros e criando cenários. Queria algo que chamasse atenção das crianças — e fiz isso com os meus filhos. É um incentivo à arte e à cultura, especialmente a crianças que não têm acesso ao teatro. Por isso é tão importante que os artistas cheguem às escolas. E não tem como não falar do meio ambiente, que é um tema urgente e necessário”, disse Natália.