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TREMORES NO PAÍS VIZINHO

"Queria trazer todo mundo": Imigrantes em Novo Hamburgo acompanham de longe angústia após duplo terremoto na Venezuela

Venezuela foi atingida por terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter

Publicado em: 25/06/2026 às 17h:36 Última atualização: 25/06/2026 às 17h:36
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Publicações nas redes sociais e relatos de amigos que ainda moram na Venezuela. É assim que imigrantes venezuelanos que vivem na região conseguem ter notícias de como seus familiares estão após o duplo terremoto que atingiu o país vizinho na noite desta quarta-feira (24). [Veja vídeo no final da matéria]

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A venezuelana Katteryne mora no Brasil desde 2021 e fica sabendo da situação de sua tia e conhecidos por meio de mensagens e posts | abc+



A venezuelana Katteryne mora no Brasil desde 2021 e fica sabendo da situação de sua tia e conhecidos por meio de mensagens e posts

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial

O território, que faz fronteira com o Brasil por meio de Roraima e Amazonas, foi atingido por dois tremores: o primeiro, de magnitude 7,2 na escala Richter, foi seguido, poucos minutos depois, por outro ainda mais intenso, de 7,5, sentido na capital, Caracas.

Preocupação de quem está longe

Moradora do bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, a dona de casa Katteryne Marcano, de 32 anos, veio da cidade de Puerto Ordez, no estado de Bolívar. Ela mora na casa ao lado da mãe com seus três filhos. São eles: Danny, de 8 anos, Andri, de 13, e Geremy, de 16. O mais velho conquistou neste ano uma bolsa de estudos na Escola de Aplicação Feevale por meio do projeto Futsal Social, organizado pela União Jovem do Rincão (UJR), Universidade Feevale e Prefeitura de Novo Hamburgo.

Ao vir para o Brasil em 2021 pela fronteira com Roraima, Katteryne teve que deixar para trás sua tia, o marido dela e dois sobrinhos, bem como o pai e a madrasta de seus filhos. Além deles, ela conta que ficaram na Venezuela cinco meios-irmãos de seus filhos por parte do pai de Geremy.

Veja também: Jogador argentino procura esposa e filhos após terremotos na Venezuela: “Nosso edifício caiu”

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“Temos também muitos conhecidos que estão passando pela situação e a gente fica preocupado, a gente fica nervoso aqui porque, na verdade, a gente não sabe o que está acontecendo lá exatamente”, afirma.

“A gente quer que haja uma ajuda internacional para todo mundo que está lá. Falamos com a minha tia e ela disse que ficou sem luz, perdeu várias coisas e ficou nervosa. Começou aquela gritaria e não sabia o que fazer naquele momento”, continua, mencionando que a familiar perdeu diversos itens, como freezer e geladeira, e não tem dinheiro para consertar.

“A gente só pensa nisso”

Até o momento, Katteryne sabe do estado de saúde de sua tia, que tem 66 anos e não chegou a ficar ferida devido à distância entre sua cidade e o local do terremoto, que é de 12 horas. “Pelo que ela disse, está bem, mas a gente queria poder trazer ela para cá, mas agora não tem essa possibilidade. A gente só pensa nisso. É só esperar as ligações, as mensagens… A gente fica triste, sabe? Porque queria trazer todo mundo”, desabafa.

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“A gente que está aqui tenta ajudar eles lá, mandando dinheiro, mas não é muito. Tenho também uma conhecida que está no Peru, ela morava em Caracas e ela estava me falando que o apartamento dela ficou totalmente destruído. Ela só chora”, acrescenta.

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Brasil se coloca à disposição

O Ministério da Saúde do Brasil mantém contato com a Venezuela para enviar insumos e equipes para apoiar o país vizinho. As informações disponibilizadas até as 14 horas desta quinta-feira (25) davam conta de que já haviam 164 mortos e 970 feridos, porém, o Serviço Geológico dos EUA aponta a probabilidade de mais de 10 mil vítimas.

Veja vídeo:

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