A retirada da passarela de pedestres que liga a Vila Marrocos ao bairro Santo Afonso, sobre o Arroio Luiz Rau, em Novo Hamburgo, está causando transtornos para moradores da região, principalmente para idosos e crianças nos dias de calor intenso. Sem a passagem aérea é necessário andar cerca de 1,2 quilômetros para atravessar e alcançar o ponto de saída do outro lado.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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A travessia foi removida no final de junho do ano passado, pois, segundo a Prefeitura, era necessário ampliar a vazão do Arroio Luiz Rau, que estaria com o fluxo interferido pela estrutura precária. Desde então o acesso é pela Rua Managua. De acordo com o líder comunitário Jorge Tatsch, de 60 anos, o cenário é prejudicial para moradores das Vilas Marrocos, Palmeira e Kroeff.
A moradora Isabel Hack, 68, relata dificuldades para o deslocamento. “A gente gosta de ir no supermercado na Santo Afonso, tem ofertas boas ali e aqui a gente não tem nada, e quando precisa de uma farmácia tem que correr para a Santo Afonso. Isso é brabo, é uma vida triste que a gente está passando”, desabafa.
O funcionário de obras Jorge Correia, 56, mora na Vila Palmeira mas trabalha na Vila Marrocos, com isso, descreve que fica difícil a passagem. “Na ponte, se tivesse, seria 10 minutinhos de caminhada, e lá [na Rua Managua] é quase 30 minutos caminhando neste sol”, afirma. Segundo Correia, o filho também é impactado para ir para a escola, pois sem o acesso precisa dar toda a volta. “Com a volta às aulas é um sofrimento para as mães e para as crianças”, declara.
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Já o aposentado Paulo Roberto Prates da Silva, 69, comenta que a retirada da passarela ocasionou transtornos para pessoas com a mobilidade reduzida, idosos e crianças. “O que tem de pessoas com problemas nas pernas e crianças pequenas, é um sofrimento mesmo”, pontua.
O que diz a Prefeitura
De acordo com a gestão municipal, a retirada do pontilhão foi realizada para ampliar a vazão do Arroio Luiz Rau, que tinha o seu fluxo interferido pela estrutura. “Além de reduzir o curso hídrico, a passagem também apresentava rachaduras nas fundações, gerando risco para os moradores que a utilizavam”, explica.
Pastas trabalham em conjunto para resolução do caso, segundo a Prefeitura. “A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMMADU) e a Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrura (SMOPI) realizam de forma conjunta um Estudo de Viabilidade Técnica para o projeto de uma nova ponte de pedestres, sem que as fundações sejam feitas sobre o dique”, informa.