Dois dias após a cena que assustou moradores de Novo Hamburgo e região, a espuma que se alastrou por parte do Rio dos Sinos já não pode mais ser vista. A cena foi registrada nas proximidades da Casa de Bombas do bairro Santo Afonso na quarta-feira (6), e nesta sexta-feira (8), o cenário já havia retornado ao normal.
SIGA O ABCMAIS NO GOOGLE NOTÍCIAS

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
Conforme informou a Prefeitura de Novo Hamburgo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, a textura indesejada visualizada sobre o rio é atribuída ao excesso de surfactantes na água, como detergentes e similares. Durante a passagem do material pelas bombas, ocorre uma espécie de agitação e, com isso, surgem as espumas.
“Ficamos preocupados com a situação. Não tomamos essa água; tomamos água de poço (artesiano). É importante, agora, sumir essa espuma para a saúde do pessoal, do povo”, comenta Valci Batista, 61 anos, morador do bairro Santo Afonso.
Além do Executivo hamburguense, acompanham o caso a Prefeitura de São Leopoldo, por meio de sua Secretaria de Meio Ambiente, e o Comitesinos. As pastas públicas discutiram a origem da espuma, enquanto o comitê apenas cumpriu com a sua função de monitoramento do rio.
SIGA O ABCMAIS NO GOOGLE NOTÍCIAS
Incerteza ainda persiste
Mesmo com o sumiço da espuma, ainda há desconfiança com o estado da água na região. Morador do bairro Santo Afonso, Henrique Samuel, 24, comemora o retorno à normalidade da água nas proximidades da Casa de Bombas, mas segue com receio de consumi-la.
“Foi meio estranho. Apareceu do nada aquela espuma e, no outro dia, já não tinha mais. A água nem dá para consumir muito, é mais água mineral”, conta o jovem.
Essa incerteza não é à toa. Ao longo das últimas semanas, moradores dos vales do Sinos e Paranhana se depararam com surpresas desagradáveis saindo das torneiras e chuveiros, incluindo cheiro, gosto e cor do líquido. A situação exigiu até a criação de um grupo de trabalho para identificar as causas e apurar os problemas registrados, composto por Corsan/Aegea, Comusa, Semae, Agesan e Araricá Saneamento.
CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE NA NOSSA NEWSLETTER
Monitoramento segue
Embora o problema tenha sido sanado, a Prefeitura de Novo Hamburgo afirma a continuidade das ações de vigilância do local. “A pasta segue monitorando a situação em parceria com a COMUSA e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Leopoldo (SEMMAM), mas, até o momento, não houve aumento na quantidade de espuma“, esclarece.