Para os motoristas que transitam na Avenida Coronel Frederico Linck, em Novo Hamburgo, as rotatórias do trecho causam curiosidade, mas também preocupação.
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a preferência em rotatórias é sempre de quem já está circulando nela, mas neste trecho, o funcionamento tem sido outro.
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Foto: Luiza Helena Peters
De acordo com relatos de moradores e trabalhadores que convivem nas proximidades, as rótulas já se tornaram sinônimo de perigo e confusão. Residente da região, Vinicius Strassburger espera que o problema seja solucionado antes de algo mais sério ocorrer.
“No trecho curto da Avenida Frederico Linck há três rotatórias e em nenhuma delas há sinalização. Neste trecho, está localmente convencionado que a preferência é de quem está trafegando na Avenida Frederico Linck, inclusive há apenas os vestígios do que um dia foi uma pintura de pare no chão”, conta.
Sidnei Antônio da Silva, proprietário de uma autolavagem próxima a uma das rotatórias, relata que a desorganização no trecho interfere em seu cotidiano e no dos negócios
“Já são três anos que eu tenho estacionamento aqui com lavagem, frequentemente tanto na Rua Caçador quanto na Santa Maria tem tido acidentes. Ontem mesmo eu fui entregar um carro para um cliente, demorei bastante porque não tem como fazer a rotatória, é um fluxo muito grande de veículos. Pelo menos uma vez por semana, numa dessas duas há acidentes”, diz.
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O tráfego em três das rotatórias da avenida, em encontro com as ruas Benjamin Constant, Santa Sofia e Caçador, é exemplo de que a preferência comum no trânsito acaba não sendo seguida.
Durante o acesso às rótulas, os veículos que primeiro as adentram são levados a reduzir a velocidade, aguardar no centro da via e perder o fluxo de passagem natural dos pontos. O dilema causa desordem nas rotatórias, que aglomeram veículos ao seu redor, sem que haja fluidez no tráfego.
O que diz a Prefeitura
Procurada pela reportagem, a Diretoria de Mobilidade Urbana informou que as minirrotatórias foram implantadas em gestões anteriores.
A nota diz que “a configuração desses dispositivos apresenta uma canalização de trânsito que pode impactar na organização e fluidez do tráfego”. Segundo a diretoria, estão em fase de análise possíveis adequações e medidas que possam contribuir para maior segurança viária e melhor ordenamento do fluxo de veículos.
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