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ECONOMIA

"Serviço árduo": Piscicultores trabalham entre a paixão e a busca por compensação financeira

Feiras do peixe contribuem com a renda dos empresários do setor, que rende mais na Semana Santa

Publicado em: 02/04/2026 às 17h:12
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“É um trabalho árduo, mas a adrenalina de tirar o peixe compensa o estresse.” É o que comenta o empresário Carlos Eduardo Martini Flores, de 47 anos, sobre as dores e os prazeres de trabalhar com a piscicultura. Morador do bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, ele opta há muitos anos por vender seus produtos na tradicional Feira do Peixe.

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A cidade conta com dois pontos de venda, sendo um deles na Praça Centenário, no bairro Canudos, e na Rua João Aloysio Allgayer, nº 1238, em Lomba Grande. Na sexta-feira, a feira ocorre das 7 às 12 horas.

Carlos Eduardo atua tanto por meio da pesca como do cultivo. “A gente cria eles desde pequenininhos, depois faz a pesca e o abate. É um trabalho difícil, mas eu sempre gostei de trabalhar com isso. Peguei o gosto porque meu avô sempre gostou de pescar”, conta.

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“A gente tinha um açude gigante, de um hectare, então eu comecei a gostar de passar a rede, de brincar e resolvi investir nesse futuro. Hoje em dia a gente tem 16 açudes menores onde a gente consegue escalonar a produção e fazer um rodízio, para o peixe crescer em tempo hábil e todo ano ter para a feira”, continua.

O empresário comenta que o desafio de ser piscicultor está nas finanças. “O gaúcho não tem o hábito de comer peixe fora da Semana Santa, são poucos que comem. Então para nós é fundamental esse movimento da feira do peixe, a gente se prepara por três a quatro meses para essa data.”

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O agricultor Dirceu Plentz, de 59 anos e também morador da Lomba Grande, também é um trabalhador longevo na área. “A gente vende nesse mesmo ponto no bairro Canudos há mais de 30 anos. Comecei a trabalhar nisso quando tinha dois açudezinhos e as pessoas foram me incentivando”, descreve.

“Hoje em dia tenho 12 açudes e trabalho também vendendo aipim congelado, faço feira de verduras… tem muita gente que vai me ver e dizer ‘olha, esse é o nosso verdureiro’. Todo mundo é acostumado, os clientes vem todo ano aqui e o caminhãozinho é o mesmo sempre”, continua.

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Qualidade dos peixes e tradição da Semana Santa motiva os consumidores

O pedreiro Auri Meier, de 58 anos, mora no bairro Rio Branco e sempre prefere a feira do peixe às opções nos supermercados. “Não gosto de peixe congelado. O preço é o mesmo, mas aqui eu pego o peixe vivo, que é a opção mais natural que tem. No mercado a gente não sabe há quanto tempo está lá”, afirma.

“E tem a tradição da Sexta-feira Santa, que eu gosto de passar em família”, complementa.

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Da mesma forma, a recepcionista Camila Daniele Soares, de 38 anos e moradora do bairro Canudos, prefere a feira. “Aqui encontro o peixe inteiro, fresco e tem mais diversidade também. E a Sexta-feira Santa é uma data que eu respeito muito porque sou católica. Faço jejum e tiro um momento para refletir, é uma data religiosa.”

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Colônia japonesa tem especial de Sexta-feira Santa

No feriado da Sexta-feira Santa, 3 de abril, a tradicional feira da Colônia Japonesa de Ivoti conta com uma edição especial com entrada gratuita das 9h às 17h. Com ampla variedade da gastronomia japonesa, as opções vão dos sushis aos camarões, de acordo com informações divulgadas pela própria colônia.

Além disso, o público pode desfrutar também de área kids, estacionamento gratuito, rede wi-fi gratuita. Para quem não abre mão de uma companhia peluda, o evento também é pet friendly.

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