A Feira do Peixe já movimenta municípios da região para as compras da Sexta-feira Santa, celebrada neste dia 3 de abril. Na maioria das cidades, as vendas ocorrem até a sexta ou até mesmo sábado (4).
A estimativa da Emater do Rio Grande do Sul é que sejam vendidas cerca de 2,8 mil toneladas de pescados durante as feiras no Estado. Em média, os preços tendem a variar entre R$ 22 e R$ 28 na maioria das cidades, mas algumas espécies podem ultrapassar os R$ 50, como é o caso dos filés de tilápia.
Em Sapiranga, diversas espécies de peixe já estão à venda nesta quarta (1º) e quinta-feira (2), entre as 9 e 19 horas, no pavilhão principal do Parque do Imigrante. O peixe é escolhido pelos clientes ainda vivo, e estão disponíveis carpa (cabeça grande, capim, prateada e húngara), jundiá e tilápia.
De acordo com o agrônomo da Emater de Sapiranga, Mateus Farias de Mello, a estimativa é que o município venda cerca de 10 toneladas neste ano, cuja produção manteve os mesmos patamares do ano anterior.
“Na cidade prevalece mais a criação do que a pesca. Tivemos uma leve queda no preço da ração, o que estimulou principalmente a tilápia, que depende mais desse tipo de alimentação. Mas estamos passando por um momento difícil, sem muito estímulo para a criação”, explica.
Renda extra para os vendedores
Para a agricultora Ana Paula Ponath, de 21 anos, do bairro Bela-Hu, a atividade, feita com o pai, é mais uma fonte de prazer do que de lucro. “É o segundo ano que a gente vem, antes a gente vendia em casa mesmo. Decidimos voltar porque as vendas foram boas e a gente gosta de trabalhar na criação dos peixes”, diz.
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Ana conta que vende tilápia, carpa-capim, carpa japonesa e o jundiaco. “Com qualquer uma delas dá para assar, fritar, fazer bolinho… vai da preferência de cada pessoa”, acrescenta.
O vendedor Maico Rodrigo Weyer Muller, de 40 anos, do mesmo bairro, enxerga a feira como um reforço financeiro. “É uma renda extra, a carne é pura e estou trabalhando com tilápia, a carpa-capim e as carpas (prateada, húngara e cabeça grande)”, afirma.
“As carpas e as tilápias são as favoritas dos clientes, porque as outras espécies são mais gordas”, continua.
Clientes aproveitam os preços
O operador de máquinas Daniel Moreno, de 43 anos, mora há quatro anos no bairro sapiranguense Santa Fé. Venezuelano de nascença e morador do Brasil há sete anos, ele conta que sempre teve o costume de comer peixe na Sexta-feira Santa.
“Na Venezuela eu era produtor e aqui eu continuo com a tradição de comer na Sexta-feira Santa. As minhas espécies favoritas são a carpa prateada, que eu asso no forno, e a tilápia, que eu faço frita. Venho à feira do peixe desde que moro aqui, porque é mais barato.”
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Já o metalúrgico João Nunes, de 55 anos, mora no bairro Sete e comenta que nem sempre compra. “Eu tenho uma chácara, então tenho peixe também, mas não tenho tilápia, então sempre venho aqui, vejo o preço primeiro e, se der, eu compro”, diz.
“A Sexta-feira Santa é uma tradição, minhas filhas cantam na igreja, então o final de semana vai ser envolvido com a comunidade”, continua.
Feiras do peixe pela região
Parobé iniciou a venda de peixes nesta terça-feira (31) e continua até a sexta, das 8 às 22 horas, na Rua Coberta da Praça 1º de Maio.
Já Igrejinha realiza a sua Feira do Peixe Vivo no Parque de Eventos Almiro Grings na quarta e quinta-feira, das 8 às 20 horas, e na sexta-feira, das 8 às 11 horas, sendo vendidos a partir de R$ 25 o quilo.
Na cidade, as vendas também ocorrem em outros endereços, como a Piscicultura do Alemão (Rua Oscar Schaefer, 1655, bairro Viaduto), Fisch Platz (Rua Oscar Ritter, 353, bairro Solitária Baixa), Fisch Land (Rua Jacob Fernando Marmitt, 550, bairro Picada Francesa), e Prommer Ecopark (Rua Estrada Linha Coloni, 1440, bairro Linha Caloni).
Em Novo Hamburgo, a feira ocorre apenas na quinta, das 7 às 19 horas, e na sexta-feira, das 7 às 12 horas. O município conta com dois pontos de venda: na Praça Centenário, no bairro Canudos, e na Rua João Aloysio Allgayer, nº 1.238, em Lomba Grande.
Em Taquara, a feira iniciou na terça e termina já nesta quinta-feira. No espaço, na Rua Bento Gonçalves, junto à Feira da Agricultura Familiar, as vendas ocorrem das 8 às 17 horas.
Em São Leopoldo, a Feira do Peixe 2026 ocorre nas pirâmides do Largo Rui Porto, ao lado do Ginásio Municipal Celso Morbach. Estão previstos 16 expositores, entre bancas de venda de peixes e da economia solidária, que devem oferecer chocolates, doces, lanches e artigos alusivos à Pascoa. Nesta quarta e quinta-feira, a feira funciona das 10h às 20h. Já na Sexta-feira Santa, será das 10h ao meio-dia.
No município de Esteio, a 23ª Feira do Peixe segue até a sexta-feira (3), no Espaço Rei Pelé. A feira conta com 14 expositores locais, que comercializam peixes congelados, fritos, vivos e a tradicional tainha assada. Além da comercialização de pescados, o evento também oferece estrutura com praça de alimentação, venda de chocolates, produtos coloniais, brinquedos infláveis e a participação do artesanato de Esteio. O evento ocorre das 8h às 20h, com exceção da sexta-feira (3), quando o funcionamento será das 8h às 12h.
Em Portão, a Feira do Peixe ocorre no Centro de Eventos Lothar Kern (Rua 9 de Outubro, 100, Centro). Nesta quarta e quinta-feira, o evento funciona das 8h às 20h. Já na Sexta-feira Santa, expositores estarão com as bancas abertas das 7h ao meio-dia. Junto à feira, também ocorrerá Multifeira, com cerca de 15 expositores, e a Feira do Produtor Rural, com mais quatro bancas.
Em Capela de Santana, a Feira do Peixe Vivo e Feira do Produtor ocorrem em diversos pontos, nesta quarta e quinta-feira, das 9h às 19h, e na Sexta-feira Santa, das 8h ao meio-dia. Serão pontos de venda: o Centro de Eventos e as propriedades de Nelson Cruz, João Flores e da Família Kussler (Ênio, Paulo e Diogo). Além disso, há a opção de venda direto na taipa (no açude), com Ademar da Silva (pelo telefone 51 99412-2311), no bairro Boqueirão, e Alcir Vargas (pelo telefone 51 99844-1167), no Primavera.