O trabalho muitas vezes invisível de profissionais da reciclagem e coleta de lixo foi colocado em evidência em uma produção audiovisual hamburguense. O documentário Lixo Se Transforma aborda a sustentabilidade sob o olhar das mulheres que são protagonistas na educação ambiental e nas cooperativas. A pré-estreia ocorreu segunda-feira (2) no Teatro Paschoal Carlos Magno.

Foto: Bruna de Bem/GES-Especial
As cooperativas de reciclagem de Novo Hamburgo foram o cenário para as gravações. O curta tem direção de Gustavo Rubert e roteiro de Leonardo Peixoto. “O filme fala de forma ampla da gestão dos resíduos e todos os caminhos pelos quais eles passam. Serve para as pessoas entenderem que colocar algo na lixeira não é o fim, mas o começo, que esse material passa ainda por muitas mãos e que a conduta determina se isso pode ainda virar uma renda ou um problema socioambiental”, comenta o diretor.
LEIA TAMBÉM: Impasse entre Orquestra de Sopros e Prefeitura de Novo Hamburgo pode ser solucionado nesta quarta-feira; entenda
É a rotina da jornada de trabalho em meio aos galpões de reciclagem que norteia a obra. As câmeras ainda foram voltadas ao funcionamento de usinas de triagem e transbordo em ecopontos. Além de conscientizar sobre a importância do serviço, o documentário deixa reflexões ao público quanto a gestão de resíduos nos centros urbanos. O documentário foi realizado por meio edital apoiado pela Secretaria Municipal de Cultura e recursos federais da Lei Paulo Gustavo.
Protagonismo feminino

Foto: Divulgação
A mulher que é catadora, líder nas cooperativas ou ainda educadora ambiental, tem lugar de fala no documentário. São elas que narram suas histórias de vida e mostram a resiliência em continuarem nessa área ao enfrentarem tantas dificuldades.
FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
“Fala-se em sustentabilidade, mas não se vê o catador como protagonista dentro da cadeia da sustentabilidade. É uma categoria que busca, através da reciclagem, o sustento, trazendo o benefício da questão ambiental”, considera a vice-presidente da Coolabore, Tassia Rodrigues, uma das cooperativas de reciclagem da cidade onde quase metade dos 115 associados são mulheres.
O episódioda enchente
“Tivemos uma mudança no panorama, trazendo mais detalhes sobre os eventos climáticos extremos que afetaram diretamente os nossos entrevistados. O curta mostra ainda que já vivemos as consequências da falta de uma visão global de sustentabilidade”, salienta Rubert.
A equipe é composta por Gustavo Carniel Rubert (direção geral, argumento e fotografia), Leonardo Vieira Peixoto (roteirista), Luana Franciele Nagel Reschke (assistente de direção e de comunicação), Bianca Ventorini Klein (edição/montagem), Welintom Flôr (fotografia, colorização e finalização), Ana Santos (assistente de produção), Gabriel Benhur Schuck (trilhas sonoras autorais e técnica de som), Renan Silva Neves (assessoria de imprensa), Amabily Lopes e Marina Soares (assistentes de criação), Paula Boos (Libras), Felipe Mianes e Mylena Rodrigues (Audiodescrição), Hernan Dario Sanchez e Pedro Henrique Custódio Nascente (tradução inglês e espanhol), André Becker e Fabiano.