Com o repasse do terreno da Trensurb ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFSul) de Novo Hamburgo na noite desta segunda-feira (27), a preocupação agora se volta à fase de captação de recursos para a construção do prédio, o que ainda não está previsto pela União. A obra, estimada em cerca de R$ 15 milhões, deve constar na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que deve ser analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e votada em sessão conjunta até 17 de julho. Se aprovado pelo Congresso, o recurso pode estar disponível a partir do próximo ano.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
Para convencer o governo federal, o diretor do IFSul Novo Hamburgo, Rodrigo Dias, garante que pretende ir a Brasília para convencer alas políticas e Ministério da Educação sobre a importância do projeto. O objetivo é incorporar a obra do novo câmpus, ao lado do Bourbon Shopping e em frente à Estação Novo Hamburgo da Trensurb, ao plano orçamentário do governo. “Nosso foco, até o momento, era o domínio da propriedade. Com a posse, agora podemos buscar recursos. Antes, sem o domínio, isso era impossível”, reforça Dias.
Apesar do esforço para garantir o recurso, Dias acredita que o MEC já entende a importância do novo câmpus. “Se a Casa Civil liberou o repasse da Trensurb ao IFSul, certamente já há um interesse prévio pelo projeto. Caso contrário, acho que seria difícil a liberação do terreno”, completa.
Para Dias, o projeto vislumbra um aumento na oferta de mão de obra qualificada para a região. As 1,5 mil vagas previstas em cursos de qualificação profissional teriam um forte impacto econômico e social.
Apesar de recursos ainda não estarem garantidos, Dias tem convicção que mesmo numa eventual mudança no governo federal, com as eleições deste ano, a construção do câmpus não deve ser afetada. Primeiro pela probabilidade de entrar ainda este ano da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, segundo porque nova estrutura abre oportunidade para jovens terem acesso a cursos profissionalizantes.
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O diretor de Desenvolvimento da Rede Federal, Charles Okama de Souza, esteve presente na cerimônia de posse. Visto como um intermediador nas negociações entre IFSul Novo Hamburgo e governo federal, Okama diz que está convencido da necessidade de construir o novo câmpus e que pretende levar a demanda às lideranças do MEC.
“A definição sobre recursos dependerá de uma análise do próprio MEC, em conjunto com outros ministérios e com o governo federal, especialmente em relação à disponibilidade orçamentária. Uma das possibilidades é que a demanda seja avaliada dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), utilizado pelo governo para financiar empreendimentos em áreas estratégicas, como a educação profissional e tecnológica”, analisa.
“Tudo o que está sendo escutado aqui será considerado para que o projeto possa ser avaliado como um novo empreendimento dentro do programa estabelecido pelo governo para o financiamento da educação profissional e tecnológica”, explica.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial/Arquivo
Projeto prevê modernização e mais vagas
A construção do novo câmpus do IFSul Novo Hamburgo é uma ambição antiga da instituição. A necessidade de ampliação, aliada ao fato de estar em área de risco ambiental, no bairro Industrial, levaram direção e professores a procurar nova área.
Com a confirmação da transferência, foi possível criar um projeto na área de 14,5 mil metros quadrados, avaliada em R$ 29 milhões. Segundo Dias, o terreno pode comportar uma estrutura de cinco pavimentos, quadra esportiva coberta, restaurante e portaria. O câmpus teria um laboratório de alta complexidade em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Nesse prédio, a estimativa é ampliar a oferta de cursos superiores, sendo dois de bacharelado em mecatrônica e informática para Internet, e um de licenciatura. A previsão é chegar a 1,5 mil vagas; atualmente são 400 vagas.
Dias sinaliza para mais dois cursos oferecidos pela instituição, sendo um em cultura e outro na área criativa. O câmpus também contaria com Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja).
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