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EDUCAÇÃO

Professores municipais rejeitam mais uma proposta e mantêm greve em Canoas

Categoria apresenta nova contraproposta nesta segunda-feira (27) para a Prefeitura

Publicado em: 27/04/2026 às 18h:34 Última atualização: 27/04/2026 às 18h:35
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A semana começa com a reafirmação da greve dos professores municipais de Canoas. Nesta segunda-feira (27), a categoria fez uma nova assembleia e rejeitou as propostas apresentadas pela Administração municipal. Os profissionais da educação também votaram uma nova contraproposta para as suas demandas.

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Após assembleia que manteve a greve, professores fizeram uma passeata até a Prefeitura de Canoas nesta segunda-feira (27) | abc+



Após assembleia que manteve a greve, professores fizeram uma passeata até a Prefeitura de Canoas nesta segunda-feira (27)

Foto: Nicole Goulart/Especial

Um dos principais desencontros entre os dois lados acontece em relação à reposição salarial de acordo com a inflação e o aumento real de salário. Enquanto a categoria demanda o pagamento integral do 4,26%, a Prefeitura diminuiu de oito para seis parcelas.

Mas a proposta não foi aceita. Os professores mantêm a demanda pela quitação integral, aceitando debater parcelamento somente do aumento real do salário em 10%. O ponto gerou debates e ajustes entre os presentes na assembleia.

Outra demanda que os professores reiteram a importância é a do grupo de trabalho para o enquadramento da Lei nº 15.326/2026. A legislação inclui as profissionais da educação infantil como parte do magistério.

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“A primeira data do grupo de trabalho que nós tínhamos conosco é 29 de abril. E como não houve retorno do Executivo, nós estamos esperando essa data, colocando também o horário de 14 horas e local para que seja encaminhada”, afirma o professor Jonathan Zotti que faz parte do comando de greve.

Em nota e em ofício aos professores, o prefeito Airton Souza afirma que o Município ultrapassou a capacidade financeira. “Seguimos avançando, dialogando e fazendo todos os esforços possíveis dentro da realidade do Município, mas chegamos ao limite da nossa sustentabilidade financeira. Nosso compromisso é com os professores, mas também com os alunos e suas famílias, que precisam da escola funcionando.”

A categoria também definiu que uma nova assembleia será marcada somente após mais uma mesa de negociação com o Executivo. Por isso, não há data para novas deliberações dos professores. Uma nova manifestação deve ser feita nesta terça-feira (28) com passeata até o Ministério Público. 

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Duas semanas

O movimento dos professores de Canoas, entre paralisação e greve, completa duas semanas neste terça-feira (28). Já são nove dias letivos sem aulas na rede municipal. Pelas redes sociais, muitas famílias demonstram apoio à categoria que pede também agilidade no chamamento dos professores concursados e segurança nas escolas.

Outro assunto que está na lista de demandas dos professores são os monitores. Na última sexta-feira (24), 250 dos 500 profissionais prometidos foram contratados em parceria com o Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (Igeve). Os monitores começaram a ser designados a partir desta segunda-feira, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

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Para a presidente do Sinprocan, a situação será avaliada. “É preciso esperar eles assumirem e trabalharem. Depois, vamos apontar o que é necessário. Mas vamos receber para ver como vai ser. A preocupação é que existe um mínimo de 180 horas de curso e só ganharam 40”, comenta Simone.

O que diz a Prefeitura de Canoas

A Prefeitura de Canoas segue atuando para garantir a retomada das aulas na rede municipal, mesmo após a notícia de que a categoria decidiu manter a greve, conforme assembleia realizada nesta segunda-feira (27).

Nos últimos dias, a Administração Municipal intensificou o diálogo com os representantes dos professores, incluindo uma nova rodada de negociação realizada na última sexta-feira (25), com a presença do prefeito Airton Souza e do vice-prefeito Rodrigo Busato. Como resultado desse esforço, o Município apresentou avanços concretos na proposta.

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Entre as medidas, está a redução do parcelamento da reposição salarial de oito para seis vezes, além da garantia da reposição integral da inflação de 2025 e da aplicação do piso nacional do magistério. A proposta também mantém todos os demais pontos já construídos ao longo das negociações.

Outro destaque é o vale-alimentação, que representa um ganho real histórico para a categoria. O benefício adiciona cerca de R$604 à renda dos professores, o que pode representar um incremento próximo de 10% sobre o salário base.

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A Prefeitura ressalta que a proposta apresentada representa o limite da capacidade financeira do Município, que atualmente opera com despesas que comprometem mais de 95% da receita. Ainda assim, a gestão realizou ajustes para avançar no diálogo e buscar uma solução.

Apesar dos avanços e da manutenção do canal aberto de negociação, a paralisação segue impactando direta e indiretamente cerca de 30 mil alunos e suas famílias, especialmente aqueles que dependem da escola para organização da rotina diária.

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A Administração Municipal reforça que respeita o direito de manifestação, mas destaca a necessidade de equilíbrio entre a valorização dos profissionais e o direito dos estudantes à educação. “Seguimos avançando, dialogando e fazendo todos os esforços possíveis dentro da realidade do Município, mas chegamos ao limite da nossa sustentabilidade financeira. Nosso compromisso é com os professores, mas também com os alunos e suas famílias, que precisam da escola funcionando”, enfatiza o prefeito Airton Souza.

Ao longo dos últimos meses, a atual gestão implantou medidas voltadas à qualificação da educação municipal e à valorização dos profissionais. Entre as ações estão a contratação de 500 monitores de inclusão, sendo que 250 já iniciaram nesta semana; a realização de concurso público; a retomada das eleições para diretores; a correção de descontos de aposentados; e a manutenção do auxílio-transporte, mesmo após a implantação do Passe Livre.

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