A partir de segunda-feira (27) começam a trabalhar na Rede Municipal os primeiros 250 dos 500 monitores de inclusão previstos para atuar nas instituições de ensino de Canoas.
A medida representa uma conquista para estudantes com deficiência ou necessidades especiais, famílias, professores e equipes escolares, ampliando o suporte direto no ambiente escolar, segundo a Prefeitura.

Foto: BRUNO OURIQUE/PMC
A homologação para a contratação dos 500 monitores havia sido assinada pelo prefeito Airton Souza em março. O restante dos profissionais deverá ser integrado às escolas a partir de maio, informa a Administração.
“A chegada dos monitores de inclusão mostra que estamos avançando com responsabilidade, cuidando das pessoas e fortalecendo a rede municipal”, afirma o prefeito Airton Souza.
A Prefeitura de Canoas aponta que a contratação dos monitores é feita por meio de parceria com o Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (IGEVE).
Antes de iniciarem o trabalho nas escolas, os monitores passaram por um processo de seleção e uma formação, também oferecida pelo IGEVE.
Na sexta-feira (24), pela manhã, os monitores conheceram as escolas onde atuarão. À tarde, houve reunião para a entrega dos uniformes para a primeira turma a concluir formação, no Salão de Atos da Unilasalle.
Para a secretária da Educação, Beth Colombo, a contratação de monitores é fundamental para garantir a inclusão no ambiente escolar.
“Esses profissionais desempenham um papel essencial ao oferecer apoio direto aos estudantes, contribuindo para que o processo de aprendizagem seja mais acessível, participativo e adequado às necessidades de cada aluno”, disse.
Moradora do bairro Guajuviras, Tânia Nádia Oliveira dos Santos, 58 anos, se disse feliz com a oportunidade de trabalhar como monitora na Escola Municipal de Educação Infantil Anísio Spínola Teixeira.
“Sempre quis muito trabalhar com inclusão. Espero poder auxiliar as professoras e as crianças. Estou bem ciente de qual será o meu papel dentro da escola, de auxiliar, cuidar e proteger essas crianças”, avisou.

Foto: BRUNO OURIQUE/PMC
Greve
A falta de profissionais para atuar como monitores nas instituições de Canoas fazia parte das reivindicações do movimento grevista que causou a paralisação da categoria puxada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan) na última quarta-feira (22).
A Prefeitura de Canoas chegou a apresentar uma proposta aos professores, mas houve a rejeição e assembleia e a mobilização perdura, atingindo a 60% das escolas da rede, conforme o Sindicato.
Na segunda-feira (27) haverá uma nova assembleia da categoria, que não concorda com a proposta da Administração de parcelar em oito vezes um reajuste salarial de 4,26% a partir de maio.