Ocorre nesta terça-feira (14) a paralisação dos professores da rede municipal de Canoas. O objetivo é chamar atenção para as demandas da categoria que seguem sem retorno da Prefeitura. A medida foi aprovada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan) na semana passada.
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Foto: Nicole Goulart/Especial
Pela manhã, cada escola organizará suas ações de conscientização com a comunidade escolar, como panfletagem e conversa. Já na parte da tarde, a partir das 12 horas, haverá uma manifestação em frente ao Paço Municipal, no Centro. A paralisação dura apenas um dia. Após o ato, o sindicato deverá reavaliar a situação.
Segundo a presidente do Sinprocan, Simone Riet Goulart, a paralisação está mantida. “Eles podem tomar alguma decisão porque a pressão é grande. Mas já colocamos carro de som na rua e fizemos o nosso material. Esperamos ter bastante adesão”, destaca.
“Estamos dentro da lei e em estado de greve”, reitera a presidente ,enquanto organiza as bandeiras do sindicato. Isso significa que a categoria pode deflagrar a greve a qualquer momento. A paralisação reforça a necessidade de atendimento às demandas dos professores.
Os profissionais reivindicam reposição salarial, pagamento do piso nacional do magistério, aplicação da lei do “Descongela” e a valorização da categoria. Também entram na pauta a necessidade de mais segurança nas escolas e a contratação de mais professores e monitores.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME) foi questionada, no início da tarde desta segunda-feira (13), sobre a paralisação dos professores. No entanto, não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
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Ação nacional
O movimento feito pelo Sinprocan também se insere em um cenário mais amplo. A partir desta segunda (13) até sexta-feira (17) acontece a 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. A iniciativa é comandada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Ao todo, 64 entidades filiadas em todo o Brasil estão mobilizadas – incluindo o Sinprocan e o Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers). A proposta é promover reflexões sobre temas que atravessam a educação.
Na pauta estão temas como sustentabilidade, desigualdades, novas tecnologias, democracia e violência – principalmente feminicídio. A semana também busca debater políticas estruturantes da educação, acesso ao sistema educacional e a valorização dos profissionais que atuam na área.