“Eu tinha menos de 1% de chance de vida”, conta Cláudia Winck, de 27 anos. Com menos de 2 anos de idade, a jovem de Novo Hamburgo passou por cinco cirurgias e precisou amputar parte dos dedos das mãos e dos pés. Além disso, ela teve três Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs).

Foto: Redes sociais/Reprodução
Quase todo o primeiro ano de vida de Cláudia seguiu como deveria, até que ela começou a apresentar uma dor de garganta. Com 1 ano e sete meses, os pais da jovem a levaram em “um hospital particular aqui de Novo Hamburgo”, como afirma em vídeo, publicado também nas redes sociais do portal de notícias Razões para Acreditar.
Pouco tempo depois, ela também começou a apresentar roxos pelo corpo, inclusive no meio da testa. Após uma bateria de exames, Cláudia foi diagnosticada com Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI).
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O que é PTI
A PTI é uma doença hemorrágica autoimune, caracterizada pela redução de plaquetas presentes no sangue, explica a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Por não haver plaquetas suficientes, a coagulação fica deficiente.
Não se sabe ao certo que causa a PTI, mas a Abrale afirma que “múltiplos fatores estão provavelmente envolvidos, tais como infecções ou certos medicamentos”. A doença não é contagiosa e nem hereditária.
A trombose
Apesar de terem descoberto a PTI, os médicos cometeram um erro, segundo Cláudia. “Eles não diagnosticaram que eu estava também com anemia.”
A jovem, que hoje é influenciadora, afirma que o tratamento resultou em uma trombose. “Meus rins acabaram parando, eu estava fazendo xixi com sangue”, diz. A ponta dos dedos dela também ficaram pretos e roxos. “Parecia que a qualquer momento iria cair da minha mão.”
“Os médicos falaram pros meus pais: ‘a gente vai fazer de tudo pra salvar a filha de vocês, mas é só um milagre mesmo pra ela conseguir escapar do que ela está vivendo'”, afirma.
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Na época, a jovem foi colocada em coma induzido e permaneceu assim por 40 dias. Vendo que ela teria uma chance de sobreviver, os médicos começaram a amputar as falanges dos dedos dos pés e das mãos da pequena. E ela sobreviveu.
Quantos aos AVCs que teve quando criança, a jovem conta em outro vídeo, publicado nas redes sociais, que não há informações sobre que teria causado. “Eles não sabem se foi por conta da doença, do erro médico, da trombose ou dos remédios que eu acabei tendo que tomar naquela época”, diz.
Aos 18 anos, ela teve outro AVC, desta vez por conta da vasculite, uma doença para a qual a jovem faz tratamento até hoje. “Espero que tenha sido o último”, brinca.
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Do bullying à inspiração
“Eu sofri muito com o bullying, principalmente na minha infância e na minha adolescência”, conta. “Eu só queria ser uma criança com os dedos normais.”
Mas Cláudia transformou isso em inspiração. Com 52,1 mil seguidores no Instagram, ela fala sobre acessibilidade. “Sem as pontinhas dos dedos decidi inspirar o mundo”, como se descreve nas redes sociais.
“Agradeçam pelas pequenas coisas. Agradeçam mais pela vida, por estar caminhando, por estar respirando, por conseguir comer sozinho”, diz Cláudia. Ela ainda deixa a mensagem que leva para a vida: “Se tem menos de 1% de chance de dar certo, vai lá, tenta e tenta de novo”.
Jovem contou história em vídeo publicado nas redes sociais:
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