Três famílias precisaram deixar suas casas por precaução após um incêndio de grandes proporções destruir um prédio onde funcionavam depósitos de EVA e de cuias de chimarrão na madrugada desta quinta-feira (12) em Novo Hamburgo. [Assista ao vídeo no final da matéria]

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
A evacuação foi determinada por equipes do Corpo de Bombeiros Militar por causa do forte calor gerado pelas chamas, que pode ter comprometido a estrutura das residências vizinhas. As casas ficam muro a muro com o prédio atingido.
Em alguns pontos, os muros já apresentam rachaduras provocadas pelo fogo. Conforme os bombeiros, os moradores só poderão retornar às suas casas após os imóveis passarem por avaliação de engenharia.
Incêndio consumiu igreja e fez telhado de prédio ruir
O incêndio começou por volta da 1 hora, em um prédio localizado na esquina da Rua Sevilha com a Rua Bolívia, no bairro Canudos. A estrutura tem mais de mil metros quadrados e conta com diversas subdivisões internas.
Ainda segundo os bombeiros, o depósito de EVA ficava no pavimento superior, que foi onde começou o fogo, e o depósito de cuias de chimarrão fica na parte inferior. Em outra extremidade do prédio também havia uma igreja, que foi completamente destruída pelas chamas.
Sete horas após o início do incêndio, por volta das 8 horas, os Bombeiros ainda atuavam no combate ao fogo, que seguia consumindo grande quantidade de material, especialmente o EVA, altamente inflamável.
Durante o combate, são registrados diversos estouros provocados pela queima do material, pela explosão de vidros e também pelo colapso da estrutura. O telhado do prédio ruiu com a força das chamas.
Além de grandes quantidades de matéria-prima armazenada no local, pelo menos dois veículos que estavam em um dos pavimentos também foram destruídos pelo fogo.
Segundo o capitão Luciano Franco, comandante do Corpo de Bombeiros em Novo Hamburgo, o trabalho de combate é complexo por causa do tipo de material existente no prédio e da dimensão do prédio.
“A estrutura é bastante grande e tem várias subdivisões. Conseguimos segurar a propagação para as residências ao lado, mas os muros ficaram bastante comprometidos pelo calor e vai ser necessária uma avaliação posterior”, explica. “O combate vai levar algumas horas ainda até que a gente consiga iniciar o rescaldo”, sublinha.
De acordo com ele, quando as equipes chegaram ao local, o fogo já ameaçava se espalhar para as residências vizinhas. Por isso, a primeira ação foi concentrar o combate na área onde o incêndio começou, justamente no setor onde ficavam os depósitos de EVA e de cuias, para impedir que as chamas avançassem para as casas próximas.
No combate às chamas, os bombeiros utilizam pelo menos cinco caminhões autobomba, além de um caminhão com um guindaste*, que permite o combate ao fogo a partir de pontos mais altos da estrutura. Também foi utilizada espuma especial, um recurso comum em incêndios que envolvem materiais inflamáveis, para ajudar no controle das chamas.
Apesar da destruição, até o momento não há registro de feridos.
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“Teve uma explosão”
Morador em frente ao prédio atingido, Charlei de Quadros, de 45 anos, conta que o incêndio se espalhou rapidamente. “O fogo começou na parte de cima e desceu muito rápido para o andar de baixo. Teve uma explosão e depois disso as chamas tomaram conta de tudo muito rápido. O fogo era tão forte que começou a passar para o outro lado da rua e queimar árvores em frente da minha casa”, relata.
Segundo ele, moradores se uniram e começaram a resfriar casas e um indústria de bolsas. “Nós pegamos um lava-jato e começamos a resfriar os telhados das casas e o prédio dessa empresa de bolsas, além de uma árvore que estava começando a pegar fogo. Ainda bem que os bombeiros chegaram logo depois e conseguiram controlar as chamas para que não atingissem as residências”, conta.
Assista ao vídeo:
*CORREÇÃO: “Escada” foi corrigido para “guindaste” às 9h47 desta quinta-feira (12)