Menos de 24 horas depois da confusão envolvendo um médico e três guardas municipais na UPA do Centro de Novo Hamburgo, um novo impasse repercute nos bastidores nesta sexta-feira (27). Na noite de quinta (26), um médico foi preso por desacato.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Nesta sexta, médicos teriam determinado que detidos levados ao local pela Guarda Municipal devem ser classificados com a cor azul, sem prioridade de atendimento. A orientação valeria também para as demais forças de segurança. Responsável pela UPA, a Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH) garante que “não há qualquer política ou prática institucional de discriminação ou boicote a pacientes”.
A suposta determinação dos médicos começou a circular no início da tarde desta sexta-feira. A mensagem via WhatsApp chegou ao conhecimento de guardas municipais, que afirmam ter reportado a situação à Prefeitura. O entendimento é que a suposta normativa acaba fazendo com que os guardas fiquem mais tempo na UPA, reduzindo as ações de patrulhamento nas ruas.
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Tentativa de estupro
O impasse se agravou a partir do fim da tarde desta sexta, quando a Guarda Municipal levou uma vítima de tentativa de estupro para atendimento na UPA e ela também foi classificada com a cor azul — sem prioridade de atendimento, embora a legislação exija o contrário.
A vítima chegou ao local acompanhada da Guarda por volta das 16 horas. Por volta das 18h45, teria havido um primeiro atendimento, que só foi retomado depois das 22 horas. Durante esse tempo de espera, a vítima teria ficado em meio aos demais pacientes, acompanhada da Guarda Municipal.
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O que diz a Fundação de Saúde
“A Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo esclarece que, conforme apuração preliminar em andamento, no caso em questão, durante a triagem inicial, a classificação de risco foi realizada com base nas informações disponibilizadas no momento do registro. Posteriormente, quando informações adicionais foram comunicadas aos profissionais de saúde, a paciente recebeu atendimento imediato, em conformidade com os protocolos assistenciais vigentes.
A FSNH esclarece que não há qualquer política ou prática institucional de discriminação ou boicote a pacientes, independentemente da origem do encaminhamento.
A FSNH informa que está conduzindo apuração interna completa dos fatos, com vistas a identificar eventuais melhorias nos procedimentos de triagem.”