“É de graça, por que não se vacinar contra a gripe?”, questiona a dona de casa Vitoriane Luiza de Araújo, de 28 anos, do bairro Ouro Branco, de Novo Hamburgo. Com a ampliação da oferta do imunizante para o público geral, ela aproveitou esta terça-feira (2) para se vacinar junto com o filho Pedro, de 7 meses, na Casa da Vacina.
Antes, a vacina estava disponível apenas para idosos, gestantes, puérperas, crianças de 6 meses a 6 anos, dentre outros públicos enquadrados como grupos prioritários. “É muito importante a vacina para que as pessoas fiquem menos doentes. Agora chega a época de inverno, é gripe, é tosse… são muitas doenças que, para nós é uma gripezinha, mas para uma criança é muito grave”, comenta Vitoriane.
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“Meu nenê ficou resfriado esses dias, foi muito preocupante, então quando liberou para nós [adultos fora dos grupos prioritários], eu falei para o meu marido que eu iria me vacinar e ele também quis fazer. Para as nossas famílias é bom, todo mundo vai se vacinar. Acho importante porque é gratuito: não precisa pagar, o SUS já tá dando, então por que não se vacinar se é de graça?”, completa.
O procurador Charles Tonello, 44, mora no Centro de Novo Hamburgo e também aproveitou para vacinar-se e vacinar os filhos gêmeos, Luca e Enrico, de 8 anos.
“A vacinação é imprescindível. É algo que tem que fazer todo ano, quem gosta dos seus filhos, leva para vacinar. Eles têm apenas alguma resistência, devido ao medo, mas nada que impeça eles de vir. Temos que encarar como uma obrigação que faz parte da vida”, diz Tonello.
A Casa da Vacina fica na Rua Joaquim Nabuco, 634, no bairro Rio Branco, em Novo Hamburgo. De acordo com a Prefeitura, o atendimento ocorre de segunda a sexta, das 7h30 às 19h. Para se vacinar, basta comparecer ao posto de saúde mais próximo com documento de identidade, cartão do SUS e, se tiver, a caderneta de vacinação.
Ampliação do público ocorre em mais de 30 municípios desde esta segunda-feira
A ampliação ocorre em mais de 30 municípios da região de cobertura do Grupo Sinos desde esta segunda-feira (1º). Em Novo Hamburgo, a coordenadora da Política de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Juliana Zavaski, comenta que a procura nos dois primeiros dias ainda ocorre de forma tímida.
“Por enquanto ainda está baixa. A gente está esperando que tenha um aumento maior, que as pessoas comecem a circular mais entre as unidades e procurem se vacinar. A vacina é a melhor estratégia de prevenção”, pontua a profissional.
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“Agora é um dos períodos em que mais circulam os vírus respiratórios, então esse é o momento de as pessoas se vacinarem para adquirirem anticorpos e, caso peguem a doença, evitar complicações, internações e até mesmo o óbito”, prossegue.
Vale lembrar que, mesmo após o término da campanha voltada aos grupos prioritários, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) ainda recomenda que estes busquem se vacinar. Com uma meta de cobertura de 90%, a campanha ficava apenas entre 31,8% e 43,4% em Novo Hamburgo, São Leopoldo e Canoas no seu antepenúltimo dia.