Em tempos de streaming’s como Spotify, Apple Music, Amazon Music, YouTube e suas facilidades, abrir uma loja para vender CDs e discos de vinil pode parecer pouco provável. Não é o que pensa Marina Peretto, 32 anos, herdeira da Jam Sons Raros.
A loja está fechada desde 2023, quando Luiz Carlos Stumpf Peretto, ou simplesmente Yndyo, faleceu. “Tivemos questões burocráticas com familiares do sócio do meu pai, que também faleceu. Mas, conseguimos resolver e por isso a oportunidade de reabrir”, diz Marina.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Questionada sobre o estoque, a nova comerciante afirma que não faz ideia da quantidade de discos e CD’s guardados no espaço localizado na Rua Marcílio Dias, 1066. “Nunca nem tentei contar. Não consigo mensurar a quantidade de CDs e vinis.” Marina comenta que o pai não controlava a quantidade de mercadoria com frequência. “Rodava muito. Entravam muitos discos e eram rapidamente vendidos, então precisava de reposição constante.”
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Tempo digital
Mas, Marina, vale a pena vender discos e CDs em pleno 2025? Perguntei logo no início do bate-papo. “O streaming não compete com o analógico. Digital facilita a vida das pessoas, mas a mídia física se tornou item de colecionador”, respondeu rapidamente.
Segundo a filha do Yndyo, os formatos inclusive nunca competiram. “Apesar dessa impressão. Se a gente pensar, faz tempo que o MP3 foi criado. Por exemplo, o vinil está voltando com tudo e o streaming te possibilita conhecer novas bandas e artistas. Isso faz com que se tenha vontade de ter algo físico.”

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
É para entregar essa possibilidade que a loja vai reabrir neste domingo (14), funcionando a partir das 10 horas e permanecendo aberta até as 17 horas. E se não bastasse a oportunidade de levar para casa peças como o vinil do álbum “The Wall” do Pink Floyd, “Yellow Submarine” dos Beatles, ou discos de Rita Lee, os preços seguem congelados. “Sãos os mesmos de 2023.”
Loja inaugurada no dia do nascimento da filha em 1993
Outra curiosidade da Jam Sons Raros está relacionada a data da inauguração original, em 1993. Isso porque a loja abriu no dia do nascimento de Marina. “Nasci no dia 22 de setembro de 1993, mesmo dia em que a Jam foi aberta.”

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Por ter um pai tão envolvido com música, a pequena Marina não cresceu ouvindo Xuxa ou outras artistas da década de 1990. “Comecei escutando Elis Regina, que até hoje é a minha maior referência. War, Beatles, entre outros músicos.”
Ela conta que para acordar, o pai costumava utilizam um som um “pouquinho mais alto” ao invés do despertador.
Reabertura com datas previamente divulgadas
Ao contrário dos tempos em que o pai era o responsável pela Jam, a loja não vai operar de segunda-feira a sábado. “Tenho meu emprego, minha profissão. Então vamos programar datas, como eventos. No momento não tenho como me dedicar em tempo integral”, diz Marina, que é bailarina e professora de dança.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Ela comenta que ao anunciar o retorno do empreendimento, foi procurada por muitas pessoas. “O pai sempre teve um público muito fiel e isso ficou comprovado agora. Recebi diversos contatos via redes sociais.”
Para comprar CDs e discos, os clientes poderão utilizar dinheiro, Pix e cartões de crédito e débito.
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