Uma moradora de Novo Hamburgo tem chamado a atenção ao transformar uma bebida tradicional em algo decorado – e com sabor diferente. Estéfani Bairros, de 32 anos, faz do preparo do seu chimarrão uma arte.

Foto: Arquivo pessoal
Ela enfeita cuias e usa ingredientes diferentes, deixando o “amargo” bem doce. Se a bebida, que é um dos símbolos do Rio Grande do Sul, é geralmente feita com água quente e erva-mate, para a hamburguense a receita é diferente.
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Em um vídeo que circula nas redes sociais, ela aparece montando o chimarrão com bala Fini, já que tem uma loja on-line focada em cuias e enfeites para a bebida.
“Comecei a fazer chimarrão decorado há sete anos, e foi nessa prática que encontrei um hobby, uma terapia, um momento meu. O de bala Fini ficou bem doce. Também fazemos as lives para a minha página, mostrando os produtos e preparando o chimarrão com novos sabores, e isso gera um entretenimento”, disse.
Sabores inusitados
Com o tempo, a Estéfani começou a explorar não só as decorações, mas também os sabores. “Sempre que tem alguma data comemorativa ou algum assunto em alta, eu já fico pensando: Qual decoração farei? Qual sabor experimentar?”, conta.
A partir dessa ousadia, que divide opiniões entre quem aprovaria experimentar e quem critica o preparo que foge do tradicional, ela conta os sabores mais inusitados que já fez. “?Já fizemos chimarrão especial para São João, com doce de leite e paçoca – além da erva-mate, claro. Também fiz chimarrão no ovo de chocolate, no coco, com achocolatado, assim como dentro do Panetone para o Natal, e na abóbora”, explica a moradora do bairro Rincão.

Foto: Arquivo pessoal
Haters dos sabores
O fato de ser um chimarrão diferente do tradicional, faz com que Estéfani se depare com comentários negativos durante as lives e vídeos publicados. No entanto, ela explica que a ideia não é desrespeitar a tradição e a cultura do chimarrão, mas, sim, oferecer uma proposta de leveza.
“A receptividade da maioria das pessoas aos meus vídeos nem sempre é positiva, especialmente por parte de quem ainda não conhece o meu trabalho. Muitos interpretam de forma equivocada, acreditando que meu objetivo seja desrespeitar ou descaracterizar a tradição. Só quero mostrar que é possível explorar diferentes sabores e estilos de preparo do chimarrão”, conta.
Apesar de tudo, a hamburguense também lembra que há quem conhece o trabalho e aprecia a proposta. “Tem quem aguarde com entusiasmo uma nova criação e um novo sabor. Há quem se inspire”, finaliza.