Uma construção foi derrubada no final da tarde desta quarta-feira (26), no bairro Liberdade. Esse é o terceiro imóvel demolido pelo poder público em 2025.
O proprietário da residência não estava residindo no local. A obra começou há dois anos, enquanto isso, ele permanecia na casa de familiares.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
O homem, que preferiu não se identificar, recebeu a notificação no sábado (22), informando que era para derrubar a obra em até quatro dias, caso contrário, a própria prefeitura realizaria. Ele gastou aproximadamente R$ 22 mil em materiais de construção, pois o mesmo era o responsável por erguer a casa.
Segundo o morador, após receber a notificação, ele procurou a Prefeitura pedindo ajuda para comprar um terreno ou apoio para ter uma casa. No entanto, foi comunicado que a única ajuda que poderiam prestar seria derrubar a construção ao invés dele.
Residindo no local há nove anos, ele afirmou que a residência anterior, de madeira, começou a se deteriorar. Foi quando percebeu que precisava construir uma casa mais resistente.
Os moradores da rua informaram que ao passar com a máquina para demolir a construção, os fios de luz foram arrancados e quatro casas da rua estão sem energia elétrica.
A mãe de três filhos, Daiana Martins da Silva, 39 anos, está com a filha de um ano e dez meses febril em casa. “Eles não falaram nada, simplesmente tiraram os fios e saíram, eles tratam a gente como invasor. Só que há oito anos atrás a gente entrou com o pedido, está na Justiça que a gente queria legalizar. Não é bagunça, é tudo família, a gente comprou o terreno de outros e construímos”, relata.
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Conforme o secretário Anderson Bertotti, titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMMADU), esta e as demais intervenções já realizadas não ocorrem em locais de moradia.
“A Prefeitura está trabalhando para evitar novas invasões, mas não estamos demolindo a casa de ninguém”, explica.
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