A residência simples, localizada no bairro São Jorge, em Novo Hamburgo, já não é mais a mesma. Após mais de três meses longe dela, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, finalmente o menino Joaquim Gonçalves da Silva, de 2 anos, voltou para casa na segunda-feira (3). Para que isso fosse possível, o local foi praticamente transformado em um hospital graças ao esforço dos familiares e da união da comunidade.
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Foto: Bruna de Bem/Ges-Especial
Os cômodos da residência tiveram que passar por adaptações para receber o menino que agora necessita de home care para sobreviver. Portas estão maiores para a passagem da cadeira de rodas.
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A garagem se transformou no quarto do Joaquim, que, para ficar semelhante a um leito de hospital, precisou ser construído do zero, tudo adaptado às pressas na casa que agora passa a contar com a presença de técnicas de enfermagem 24 horas, enfermeiros e médicos, além de todos os aparatos que uma UTI necessita.
O menino ficou tetraplégico após o carro da família ser atingido por outro veículo conduzido por um motorista em fuga da Brigada Militar em outubro do ano passado. O acidente aconteceu na RS-239, em Parobé. O homem que causou a batida virou réu, denunciado pelo Ministério Público por cinco homicídios tentados tripla ou quadruplamente qualificados, desobediência, receptação e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Ajuda
Mesmo com Joaquim em casa, os gastos para dar qualidade de vida ao menino permanecem. É necessário alimentação especial, além de utensílios de saúde não inclusos no home care e que a família deve arcar. Há duas formas de ajudar, pela chave Pix do e-mail milla.gremio@gmail.com ou pelo link da Vakinha.