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CONCLUSÃO DE INQUÉRITO

VÍDEO: Saiba desfecho do caso da falsa veterinária de Novo Hamburgo que desviou doações para animais resgatados na enchente

Caso veio à tona no fim de junho de 2024, quando mulher se negou a prestar contas a voluntários do abrigo montado no antigo hotel da Fenac

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 29/09/2025 às 15h:45 Última atualização: 29/09/2025 às 16h:23
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Depois de mais de um ano de apuração, a Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava uma falsa médica veterinária suspeita de desviar valores arrecadados para auxiliar animais resgatados durante a enchente de maio de 2024, em Novo Hamburgo. O caso terminou com o indiciamento da suspeita por estelionato contra a coletividade.

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Falsa veterinária usou dinheiro de doações para comprar artigos esportivos, pagar mensalidade de academia e personal trainer  | abc+



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A investigação foi conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, sob responsabilidade da delegada Marina Goltz, e revelou um esquema de manipulação de extratos bancários e uso indevido das doações. O inquérito foi concluído e remetido ao Fórum de Novo Hamburgo no dia 5 de julho. Caso a denúncia seja aceita e a mulher venha a ser condenada, ela poderá pegar até cinco anos de prisão.

Rastro do dinheiro desviado e manipulação de extratos

Nesta segunda-feira (29), a delegada trouxe detalhes desta investigação mais complexa, que agora está encerrada, cujo foco foi o uso irregular das doações. Após quebra de sigilo bancário e análise de documentos, a Polícia Civil constatou que a falsa veterinária arrecadou R$ 134.136,91 e desviou R$ 72.085,66 para gastos pessoais.

Delegada Marina Goltz detalha resultado da investigação que terminou com o indiciamento da falsa veterinária por estelionato | abc+



Delegada Marina Goltz detalha resultado da investigação que terminou com o indiciamento da falsa veterinária por estelionato

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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Segundo a delegada, o dinheiro foi usado em despesas como viagens e hospedagem em hotéis de luxo em Gramado, compras em boutiques de roupas, perfumes importados, restaurantes, um celular de última geração e até uma bicicleta. “Mesmo após ser detida por exercício ilegal da profissão e pela suspeita de desviar recursos, ela comprou um celular novo, de última geração, com o dinheiro das doações depois que teve o seu apreendido pela Polícia”, conta a delegada.

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Outro ponto que chamou a atenção da investigação foi a descoberta de extratos bancários adulterados no computador que a suspeita utilizava em seu antigo emprego. De acordo com a Polícia, ela usava programas de edição de imagem para reduzir os valores de entrada e apresentar uma falsa prestação de contas aos voluntários.

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“Encontramos comprovantes manipulados. Em um deles, por exemplo, ela fez parecer que haviam entrado apenas R$ 32 mil em doações, quando na realidade o valor real ultrapassava R$ 100 mil. Ela apresentava um saldo fictício de cerca de R$ 19 mil, que era exatamente o valor bloqueado judicialmente”, explica Marina.

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Para a Polícia Civil, a conclusão do inquérito representa um fechamento importante para um episódio que gerou comoção pública e prejudicou a confiança da comunidade em futuras campanhas de arrecadação.

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Voluntários descobriram que mulher apresentou registro profissional falso à Prefeitura

A falsa veterinária de 32 anos foi contratada pela Prefeitura de Novo Hamburgo para atuar no abrigo emergencial montado no antigo hotel da Fenac. Em menos de 30 dias, ela conquistou a confiança de voluntários da causa animal e assumiu a gestão de uma conta bancária aberta para receber doações de pessoas de todo o Brasil.

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Mulher atuava no abrigo municipal para animais resgatados | abc+



Mulher atuava no abrigo municipal para animais resgatados

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Entretanto, após se negar a prestar contas, os voluntários descobriram que o registro profissional junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV/PR), apresentado por ela à Prefeitura no ato da efetivação, era falso.

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No dia 25 de junho de 2024, a Brigada Militar foi acionada por voluntários e flagrou a suspeita atuando no abrigo. Ela foi conduzida à Delegacia de Polícia, mas não chegou a ser presa, já que o primeiro crime identificado foi o exercício ilegal da profissão, cuja pena varia de 15 dias a três meses.

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Ainda em agosto do ano passado, esse primeiro procedimento foi concluído e encaminhado à Justiça. O termo circunstanciado já tramita na Vara do Juizado Especial Criminal de Novo Hamburgo, onde a ré responde por se passar por médica veterinária sem possuir formação.

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