O Carnaval de Novo Hamburgo voltou e o retorno ocorreu em grande estilo com a festa decentralizada na Rua Osvaldo Cruz, bairro Primavera. O local é a casa da Cruzeiro do Sul, escola de samba centenária que surgiu antes mesmo da emancipação do município.
Depois deste sábado (7) serão mais dois eventos, no dia 22 de fevereiro na Protegidos, bairro Rondônia, e dia 14 de março na Marujos, com o tema “Identidade e Resiliência”.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
“O Carnaval assume esse caráter descentralizado, junto com as escolas da cidade. Então fazer esse desfile com o apoio da Secretaria de Cultura é muito importante”, afirma o presidente da Cruzeiro do Sul, Deivis Rafael da Silva.
Silva reforça a história da Cruzeiro na cidade. “É uma forma de cultivar nossas origens e também a força do Carnaval junto à comunidade e aqui da região do Vale do Sinos.” Com projetos sociais, a escola de samba está cada vez mais investindo na infraestrutura visando fazer parte de um novo momento do Carnaval hamburguense.
“Esse ano vamos iniciar o Projeto Nosso Samba, que é lindíssimo e vai oferecer aulas gratuitas de samba. Então estamos trabalhando esse acervo, fazendo o resgate do povo negro no Vale do Sinos e entendemos que esse também é nosso papel.” O presidente lembra que a Cruzeiro é o primeiro clube fundado por negros na região.
Cruzeiro desde o berço
As amigas Rafaela Victoria Kuhn de Oliveira, 14 anos, Maria Luiza de Oliveira, 12, Bárbara Vieira Machado, 13, e Gabrielly dos Santos, 12, têm mais do que a amizade em comum. Todas participam da Cruzeiro do Sul desde o berço.
“Toco desde 2023 e a Cruzeiro é a minha casa, significa bastante para mim”, afirma Rafaela. Maria Luiza também começou há três anos. “A Cruzeiro significa família, adoro estar aqui e amo tocar.”
Já Bárbara e Gabrielly reiteram que a escola de samba é uma espécie de segunda casa. “Estamos sambando aqui há três anos, mas frequento desde os seis anos de idade”, diz Gabrielly.
“Estou aqui desde pequeninha aqui, a primeira vez que desfilei tinha 3 anos”, completa Bárbara.
Tradição de Novo Hamburgo no Carnaval
Presente na festa, o secretário da Cultura, Angelo Reinheimer, lembrou que Novo Hamburgo sempre teve tradição no Carnaval. “Estamos em frente de uma escola de samba que é anterior a emancipação do município.”
Após ficar um ano sem festejos, Reinhemer salienta que esse é um reinício para o Carnaval na cidade. “Nunca foi ideia não ter carnaval, pelo contrário. Desenvolvemos um novo formato, via edital. Foi muito interessante por ter sido construído juntos das escolas. Não foi algo imposto, Carnaval é coletivo”, finaliza.
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