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COMBATE À ENCHENTE

Análise sobre os sedimentos retirados do Rio dos Sinos é concluída em São Leopoldo

Cerca de 11 mil metros cúbicos de areia poderão ser reaproveitados em obras públicas do município, segundo prefeitura

Publicado em: 17/04/2025 às 15h:41 Última atualização: 17/04/2025 às 15h:42
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Os trabalhos de desassoreamento no chamado trecho crítico do Rio dos Sinos (na área entre o Centro leopoldense e o bairro Rio dos Sinos), que fazem parte dos serviços de combate às enchentes no município, avançam e agora já têm o retorno sobre o material removido nas margens e na várzea do rio.

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Sedimentos foram mantidos na localidade para permitir a análise de seu conteúdo



Sedimentos foram mantidos na localidade para permitir a análise de seu conteúdo

Foto: Amanda Krohn/Especial

De acordo com o prefeito Heliomar Franco, a análise apontou que todo o material removido –  preliminarmente cerca de 11 mil metros cúbicos são estimados – poderá ser reutilizado em obras públicas. Já o desassoreamento como um todo deve ser concluído por volta do mês de maio, conforme o prefeito.

O prefeito informa ainda que, com isso, o material poderá ser encaminhado para estoque a partir da próxima semana. “Os sedimentos precisaram ser mantidos ali durante esse período porque precisavam ser analisados, mas o resultado apontou que eles não possuem nenhum contaminante.” 

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“Ele não precisa ser mandado para nenhum aterro, porque é um material que não tem poluição nenhuma. Então o único risco que tínhamos com esse material era ele voltar para o meio do rio”, diz, lembrando que tudo que foi removido estava depositado no leito do canal extravasor do Sinos (a área chamada de várzea, junto ao dique).

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Armazenamento

A secretária de Meio Ambiente (Semmam), Claudia Costa, explica que, além da análise, era preciso esperar ainda o tempo de cura (secagem) dos sedimentos.

“Agora, o material já pode ser transportado e armazenado no espaço localizado na parte mais ao fundo, atrás do ginásio municipal. Esse local tem capacidade adequada e não há riscos em caso de cheia do rio”, explica.

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De acordo com Claudia Costa, “nesta quinta-feira (17), a empresa que elaborou o projeto para a Semmam fará um novo relatório, que fica pronto em 15 dias, no qual foi solicitado à empresa os dados sobre todo o volume retirado, além de definir as sugestões de uso e de armazenamento definitivo”, afirma. “O importante é que a areia já está em condições de ser removida do local atual”, completa.

Trabalho iniciou em março

O trabalho de desassoreamento do Rio dos Sinos iniciou no dia 10 de março, com máquinas operando e retirando a vegetação no canal extravasor do Rio dos Sinos.

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A iniciativa faz parte do Programa Municipal de Prevenção de Enchentes. Conforme a Prefeitura, a obra foi cadastrada no Sistema de Outorga de Água do Rio Grande do Sul (SIOUT) e é fundamental para manutenção e melhoria na eficiência do Sistema de Proteção Contra Cheias do município.

O projeto proporcionará maior segurança, especialmente para as estruturas dos diques e muros na área central da cidade. O trecho inicial compreendeu três quilômetros, entre a Avenida Mauá e a BR-116, considerado como “ponto crítico”. A segunda etapa executiva do Projeto de Desassoreamento iniciou uma semana após, no dia 18 de março, com a dragagem, via terrestre, do Rio dos Sinos, em trecho entre os fundos da antiga ferragem Argamassa e o final da Rua da Praia.

O processo de dragagem consiste na remoção do excesso de sedimentos que vieram com a enchente e se alojaram no fundo do rio, devolvendo sua profundidade e evitando cheias. De acordo com a Prefeitura, a quantidade de material retirado segue as medições de batimetria inclusas no Projeto de Desassoreamento.

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