Depois de quase um mês de ensino híbrido, mais de 300 alunos da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Villa Lobos, no Centro de São Leopoldo, voltaram ao presencial nesta segunda-feira (10). O formato se dava à reforma realizada no prédio da escola, que demandaram o afastamento dos estudantes durante as obras no telhado.
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Foto: fotos Divulgação/Escola Estadual de Ensino Médio Villa Lobos
Desde o dia 13 de fevereiro, apenas 45 alunos aderiram ao presencial na EEEM Dr. Caldre Fião. A vice-diretora do turno da manhã, Daniela Baggio Marim Torres comenta a importância deste retorno e os desafios enfrentados pelos alunos para ir às aulas no bairro Fião.
“Muitos optaram pelo modo remoto porque faltava acesso a transporte para ir. A maioria dos nossos alunos são de bairros do entorno, como São Miguel, Vicentina, Paim, Vila Maria, Santos Dumont… tem do Centro também, mas a maioria é do entorno”, explica.
“O ônibus geralmente vinha da Vila Tereza, São João Batista… outros lugares que passavam ali na Avenida Oitavo BC, mas não próximo de onde eles moram, então foi bem difícil conciliar”, continua.
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Vontade de aprender
A aluna do 8º B, Betina Marim Torres, de 13 anos e filha de Daniela, conta que mal podia esperar para voltar à escola. “Eu estava muito ansiosa para arrumar meus materiais, ver as minhas amigas, os professores e voltar para a rotina também, porque faltava coisa para fazer em casa”, diz.
“Eu gosto muito de Português. Gosto das regras e gosto bastante de escrever textos, porque tu consegue criar uma história, botar teu ponto de vista, consegue tirar o que tu imagina e botar no papel. E gosto de ler também, gosto de livros que falem sobre a vida adolescente, como Diário de um Banana e Querido Diário Otário”, continua.
Obras na escola devem seguir até maio
Com a conclusão desta etapa, os trabalhos devem seguir ainda até o mês de maio. Daniela Baggio afirma que as etapas que ainda faltam são a reforma do piso e do muro, a reconstrução de partes do piso que afundaram com a enchente, o acabamento dos telhados com as canaletas, a toda a funilaria e elétrica.
Além disso, a vice-diretora afirma que o prédio 1 da escola está fechado desde janeiro para a reforma.
“Ele foi o mais atingido pela enchente porque faz parte da construção mais antiga, e é onde que teve a parte da estrutura do solo que cedeu. Vai ser refeito o piso no entorno das salas de aula e o muro que estava cedendo.”

Foto: Divulgação/EEEM Villa Lobos
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Reforma é fundamental para o ensino e planejamento de aulas mais dinâmicas
A vice-diretora Daniela destaca que as melhorias são fundamentais para a qualidade de ensino na escola estadual. “É primordial. Primeiro porque com a onda de calor que nós estamos enfrentando, nós não íamos conseguir atender a todos os alunos com qualidade sem poder ligar um ventilador, e sem poder minimamente ligar a luz elétrica, porque ela oscilava o tempo todo”, afirma.
No entanto, o calor intenso não é o único fator que gera prejuízos aos estudantes e equipe docente devido aos problemas estruturais que estão sendo resolvidos com a reforma. Segundo Daniela, essa situação também interfere na forma como os professores conseguem conduzir as suas aulas, uma vez que o bom funcionamento dos equipamentos também depende da rede elétrica.
“Além disso, tem salas equipadas com data show, que os professores poderiam usar para dar uma aula mais criativa, mais lúdica, e a gente não pode usar. Muitas vezes não conseguimos ligar todos os Chromebooks ao mesmo tempo porque não conseguíamos estabilidade na Internet, porque ele só é navegável se estiver online. Off line ele não funciona. Nosso modem, por exemplo, já foi trocado três vezes porque queimava devido à instabilidade na rede”, diz.