O desassoreamento do trecho crítico do Rio dos Sinos começou, nesta segunda-feira (10), em São Leopoldo, como parte do Programa Municipal de Prevenção de Enchentes. Segundo a prefeitura, o trecho inicial é de três quilômetros e as obras ocorrem entre a Avenida Mauá e a BR-116, com as primeiras máquinas atuando no canal extravasador.
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Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
A execução do projeto, que utiliza recursos próprios do município, está a cargo da empresa Construsinos. O prefeito Heliomar Franco destaca que a agilização do desassoreamento foi uma prioridade no início de seu mandato.
“Desde o início de janeiro, quando assumimos, já estávamos fazendo estudos e tratativas para que isso se tornasse realidade. Trabalhos de campo foram realizados para que a execução da obra fosse iniciada, como o mapeamento dos bancos de areia através de drones e a coleta de sedimentos para análises físico-químicas.”
Sistema de proteção
A titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmam), Cláudia Costa, ressalta a importância das obras. “São fundamentais para a manutenção do Sistema de Contenção de Cheias. São ações que permitem a melhoria na eficiência do sistema de proteção e proporcionam maior segurança, especialmente para as estruturas dos diques e o muro do trecho central da cidade”, diz.
“O prefeito nos colocou nesse compromisso de liberar o quanto antes os serviços. Aproveitamos a liberação do governo do Estado, de não precisar da autorização, cadastramos ele e agora estamos no primeiro dia de execução”, completa.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov), Rogel da Silva Corrêa, conhecido como Tarzan Corrêa, nesta segunda-feira o foco foi a remoção da vegetação excedente que cresceu sobre os bancos de areia. “Esse é o primeiro passo. Até quinta-feira (13) já será possível começar o desassoreamento no rio”, diz, acrescentando que todo o trabalho deve levar cerca de dois a três meses para ficar pronto. “Porém, a ideia era que fosse em um mês, levando em conta que está chovendo pouco”, segue.
“Ação é fundamental”
Tarzan Corrêa destaca que o desassoreamento é um integrante fundamental do Sistema de Contenção de Cheias. “Com a enchente, o rio ficou com mais de um metro de areia acumulada, então esse trabalho é essencial para desembocar os arroios mais pequenos. É uma demanda muito importante. Não adianta limparmos valas e arroios se não tiver como desembocar no rio.”
“Acredito que agora vai ter um cronograma e o desassoreamento a cada dois a três anos. Ainda não é oficial, mas os especialistas estão fazendo uma análise e vai ter que ter um orçamento, é um custo alto, mas necessário.”
Tarzan explica que ainda não é possível calcular o preço em sua totalidade porque o serviço é cobrado por hora-máquina. “Vamos ter levantamento no fim do mês e assim será possível discutir um cronograma.”
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Sedimentos removidos são analisados
Os sedimentos coletados durante o estudo de campo realizado antes de iniciar o desassoreamento foram encaminhados para análise pelas equipes técnicas da prefeitura. Segundo a secretária Cláudia Costa, esse estudo tem como objetivo especificar o tipo de material presente nos sedimentos. “Se for só areia, a gente deixa ela secar e pode aproveitá-la em obras públicas. Se estiver contaminada ou tiver outro tipo de lodo, ela terá que ser encaminhada para descarte em um aterro licenciado” explicou, em reportagem anterior.
Cláudia Costa esclarece que, embora tenha dito anteriormente que o resultado das análises poderia ficar pronto na semana do carnaval, este estudo tende a levar mais tempo. Segundo o diretor de licenciamento e coordenador da Defesa Civil, Fabiano Camargo, há fatores que interferem na finalização. “Eles preparam a amostra, depois fazem ensaios de solubilização, mais a análise de metais, que leva mais tempo. Depende também da empresa que faz a coleta e do laboratório que analisa.”