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PREVENÇÃO ÀS CHEIAS

Começam os trabalhos de desassoreamento de trecho crítico do Rio dos Sinos em São Leopoldo

Máquinas deram início, nesta segunda-feira (10), aos trabalhos de retirada da vegetação excedente sobre os bancos de areia e terra

Publicado em: 11/03/2025 às 03h:00 Última atualização: 11/03/2025 às 09h:03
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O desassoreamento do trecho crítico do Rio dos Sinos começou, nesta segunda-feira (10), em São Leopoldo, como parte do Programa Municipal de Prevenção de Enchentes. Segundo a prefeitura, o trecho inicial é de três quilômetros e as obras ocorrem entre a Avenida Mauá e a BR-116, com as primeiras máquinas atuando no canal extravasador.

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Desassoreamento do Rio dos Sinos começou nesta segunda-feira (10) em trecho de várzea, em São Leopoldo



Desassoreamento do Rio dos Sinos começou nesta segunda-feira (10) em trecho de várzea, em São Leopoldo

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

A execução do projeto, que utiliza recursos próprios do município, está a cargo da empresa Construsinos. O prefeito Heliomar Franco destaca que a agilização do desassoreamento foi uma prioridade no início de seu mandato.

“Desde o início de janeiro, quando assumimos, já estávamos fazendo estudos e tratativas para que isso se tornasse realidade. Trabalhos de campo foram realizados para que a execução da obra fosse iniciada, como o mapeamento dos bancos de areia através de drones e a coleta de sedimentos para análises físico-químicas.”

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Sistema de proteção

A titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmam), Cláudia Costa, ressalta a importância das obras. “São fundamentais para a manutenção do Sistema de Contenção de Cheias. São ações que permitem a melhoria na eficiência do sistema de proteção e proporcionam maior segurança, especialmente para as estruturas dos diques e o muro do trecho central da cidade”, diz.

“O prefeito nos colocou nesse compromisso de liberar o quanto antes os serviços. Aproveitamos a liberação do governo do Estado, de não precisar da autorização, cadastramos ele e agora estamos no primeiro dia de execução”, completa.

De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov), Rogel da Silva Corrêa, conhecido como Tarzan Corrêa, nesta segunda-feira o foco foi a remoção da vegetação excedente que cresceu sobre os bancos de areia. “Esse é o primeiro passo. Até quinta-feira (13) já será possível começar o desassoreamento no rio”, diz, acrescentando que todo o trabalho deve levar cerca de dois a três meses para ficar pronto. “Porém, a ideia era que fosse em um mês, levando em conta que está chovendo pouco”, segue.

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“Ação é fundamental”

Tarzan Corrêa destaca que o desassoreamento é um integrante fundamental do Sistema de Contenção de Cheias. “Com a enchente, o rio ficou com mais de um metro de areia acumulada, então esse trabalho é essencial para desembocar os arroios mais pequenos. É uma demanda muito importante. Não adianta limparmos valas e arroios se não tiver como desembocar no rio.”

“Acredito que agora vai ter um cronograma e o desassoreamento a cada dois a três anos. Ainda não é oficial, mas os especialistas estão fazendo uma análise e vai ter que ter um orçamento, é um custo alto, mas necessário.”

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Tarzan explica que ainda não é possível calcular o preço em sua totalidade porque o serviço é cobrado por hora-máquina. “Vamos ter levantamento no fim do mês e assim será possível discutir um cronograma.”

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Sedimentos removidos são analisados

Os sedimentos coletados durante o estudo de campo realizado antes de iniciar o desassoreamento foram encaminhados para análise pelas equipes técnicas da prefeitura. Segundo a secretária Cláudia Costa, esse estudo tem como objetivo especificar o tipo de material presente nos sedimentos. “Se for só areia, a gente deixa ela secar e pode aproveitá-la em obras públicas. Se estiver contaminada ou tiver outro tipo de lodo, ela terá que ser encaminhada para descarte em um aterro licenciado” explicou, em reportagem anterior.

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Cláudia Costa esclarece que, embora tenha dito anteriormente que o resultado das análises poderia ficar pronto na semana do carnaval, este estudo tende a levar mais tempo. Segundo o diretor de licenciamento e coordenador da Defesa Civil, Fabiano Camargo, há fatores que interferem na finalização. “Eles preparam a amostra, depois fazem ensaios de solubilização, mais a análise de metais, que leva mais tempo. Depende também da empresa que faz a coleta e do laboratório que analisa.”

 

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