Mais de um mês após o assassinato brutal do empresário Diego Brito da Silva, de 32 anos, sua mãe, Terezinha Neli Brito, 59, rompeu o silêncio em uma entrevista exclusiva ao ABCmais. A conversa aconteceu nesta segunda-feira (10), na casa em que ela reside com o marido no bairro Rio dos Sinos, em São Leopoldo.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Abalada e esperando por respostas sobre o crime, ela fala sobre a dor de perder um filho dos cinco filhos, que ela classifica como trabalhador, solidário e cheio de sonhos. O empresário foi sequestrado na manhã de 5 de fevereiro por criminosos que se passaram por policiais civis. Poucos minutos depois, seu corpo foi encontrado carbonizado e com marcas de tiros em um beco no bairro São Miguel, em São Leopoldo.
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Até agora, a investigação não esclareceu quem são os responsáveis pelo crime, a motivação e quem ordenou a execução. “Eu quero os que fizeram isso apodrecendo atrás das grades. Meu filho era regado a trabalho, tinha alegria de viver e era uma pessoa do bem. Eu quero justiça. Todos presos, julgados e condenados”, desabafa a mãe.
Mãe lamenta não estar com o filho no dia do crime
Desde a morte de Silva, a vida de Terezinha se tornou um tormento. O choque, a dor e a sensação de impotência passaram a consumir seus dias. “Eu não consigo dormir, não consigo comer, estou com trauma. Sabe aquela sensação de impunidade? De não poder fazer nada? De ele estar no trabalho e eu não estar lá para apoiar, para morrer no lugar dele, se necessário fosse? A gente está muito abalado”, desabafa.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Ela não se conforma com a brutalidade do crime e com a falta de compaixão de quem presenciou o corpo do filho em chamas. “Eu, como mãe, não desejo isso nem para um cachorro. Se eu ver um cachorro queimando, eu vou lá e tiro, porque isso é uma desumanidade”, lamenta.
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A dona de casa relembra a trajetória do filho, destacando que ele “sempre foi determinado, batalhador e focado nos seus objetivos”. “Ele era um filho maravilhoso. Com 15 anos, teve seu primeiro emprego no Banco do Brasil. Depois, começou a trabalhar com eventos com o pai e foi crescendo. Aos 18 anos, já tinha casa, carro e moto, tudo do suor dele. Sempre foi muito batalhador”, conta.
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A veia empreendedora sempre esteve presente na vida de Silva. Há cerca de um ano, ele decidiu abrir sua própria empresa, a Elitte Stands, especializada na montagem de feiras e eventos. No momento da sua morte, vivia uma fase de ascensão na carreira, gerando emprego e ajudando várias famílias. “Ele estava muito feliz com a empresa. Tinha muitas famílias que dependiam do trabalho dele para viver”, destaca a mãe.
Empresário foi algemado e teve os pés amarrados com arame: “Eles foram tão covardes”
Na manhã de 5 de fevereiro, Silva foi sequestrado na sede da sua empresa, localizada na Rua Jacob Blauth Netto, no bairro Campina. Criminosos disfarçados de policiais civis simularam uma abordagem, renderam o empresário, o algemaram e amarraram seus pés com arame, colocando-o à força dentro de um Nissan Sentra branco. O veículo, conforme a investigação, constava como roubado e circulava com placas clonadas.

Foto: Arquivo pessoal
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Minutos depois, o corpo do empresário foi encontrado carbonizado na Avenida Thomas Edison, no bairro São Miguel, a cerca de três quilômetros do local do sequestro. A investigação aponta que ele foi morto a tiros antes de ser incendiado junto com o carro.
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“Eles foram tão covardes que algemaram e amarraram meu filho com um arame. E tanta gente ali em volta, e ninguém teve coragem de tirar ele de perto do fogo. Desumano isso. Eu não sei onde está o amor da humanidade hoje”, desabafa Terezinha.
Enquanto aguarda respostas, a mãe de Diego mantém a esperança de que os culpados sejam presos. “O que eu quero é justiça. Porque não aguento pensar que meu filho saiu para trabalhar e nunca mais voltou. Eu quero todos atrás das grades, julgados e condenados”, conclui.
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