As duas bombas anfíbias instaladas de forma emergencial nos bairros Vicentina e Campina, em São Leopoldo, devem se tornar definitivas nos pontos. Os equipamentos foram adquiridos pelo Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) e instalados durante a madrugada desta quinta-feira (19), para ajudar na retirada da água de diversas ruas afetadas pelos alagamentos naqueles locais.
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Foto: Douglas DaLua/Prefeitura de São Leopoldo
“Solução encaminhada”
À reportagem do Jornal VS, o prefeito Heliomar Franco avaliou os desafios da drenagem urbana do município. “Acabamos tirando novas conclusões sobre esse sistema, observando ao vivo a elevação das águas e como elas estão escoando. Já havíamos nos preparado de certa forma para o que pudesse ocorrer no inverno, mas em dois dias, choveu o volume de um mês, o que nos apresentou situações novas”, iniciou. “Detectamos que a drenagem na Vicentina e Campina encontra obstáculos quando se aproximam do local das casas de bombas”, pontuou.
Os problemas, segundo ele, foram sanados após a instalação das duas novas bombas anfíbias, uma em cada um destes bairros, durante a madrugada, o que “secou” os alagamentos nos locais. “Foram duas soluções extraordinárias e emergenciais. Mas me parece que temos a solução encaminhada para esses alagamentos mais crônicos, que é a instalação dessas bombas”, destacou. “Vamos acionar o setor de projetos para a instalação dessas bombas na Vicentina e Campina, para deixá-las de forma definitiva”, afirmou o prefeito.
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Casas de bombas modulares
O diretor-geral do Semae, Gabriel Dias, disse que foram investidos R$ 383 mil na compra das duas bombas anfíbias, e explicou os próximos passos. “Agora, de posse dos dados, vamos fazer um projeto para construir casas de bombas modulares nesses locais, no estilo que estamos fazendo na Vila Brás, menores, com um painel elétrico menor, para instalar essas bombas e ajudar no escoamento de água desses bairros”.
Trabalhos da OCA devem seguir
Apesar de reconhecer que os recursos agora diminuíram, Heliomar também ponderou que os trabalhos da Operação de Controle de Alagamentos (OCA), iniciada em fevereiro e que tem o intuito de desobstruiu bueiros e vias, devem continuar.
Ao todo, segundo a prefeitura leopoldense, foram 221 ruas desobstruídas na primeira fase da OCA, com investimento próprio de R$ 3,8 milhões, e 4 toneladas de lixos retirados só dos bueiros. Foram retiradas também 5 mil toneladas de entulhos em toda cidade, restos de lixo das cheias.
Como pedir ajuda
Atualmente, não há famílias desabrigadas ou desalojadas por conta dos alagamentos em São Leopoldo, conforme a prefeitura.
Em situações de risco, moradores podem entrar em contato pelos telefones: (51) 2200-0633, 153 ou 156, e ainda pelo Whatsapp exclusivo para casos de alagamentos: (51) 99314-3966.
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Nível do Rio dos Sinos
O nível do Rio dos Sinos está em 4,15 metros em São Leopoldo, conforme a última medição do sistema de hidrotelemetria da Agência Nacional das Águas (ANA), às 18h15 desta quinta-feira.
As equipes da Defesa Civil Municipal seguem observando a elevação do Rio dos Sinos. De acordo com o órgão, o volume acumulado de chuva no mês de junho chegou a 206 milímetros.
Se as chuvas persistirem, houver indícios de elevação e o Rio do Sinos atingir 4,30 metros, será emitido um alerta para as ruas da Praia e das Camélias. No cenário em que o rio atinja 4,50 metros, será colocado em prática o Nível 2 do plano. As primeiras ações consistem em emissões de alertas, idas a locais atingidos e verificação da necessidade de evacuação em áreas da cidade.
“Estamos acompanhando a evolução do rio desde Três Coroas, Campo Bom, Novo Hamburgo e, não vamos dizer que é impossível, mas é pouco provável que haja enchente. A possibilidade de isso acontecer é pequena”, analisou o prefeito Heliomar Franco.