Asfalto com irregularidades, desníveis, ondulações, entre outros. Para quem circula diariamente com seu veículo por São Leopoldo não é difícil encontrar esses problemas no trânsito. Entre eles, os buracos são os mais vistos, principalmente após períodos de chuvas, que – em conjunto com fluxo intenso e tráfego de veículos pesados – acabam deteriorando as vias e retirando remendos.
É o caso de diversas ruas leopoldenses. Algumas, inclusive, que registram grande movimentação e servem de ligação com municípios da região. Avenidas como a Unisinos, Mauá e Feitoria têm visíveis trechos críticos. Outras, já são conhecidas por seus asfaltos cheios de imperfeições, como as avenidas Arnaldo Pereira da Silva, no bairro Santos Dumont, e Wilhelm Rotermund, no Morro do Espelho, e as ruas Graciano Luís Silveira, no bairro Santa Tereza, e Jacy Porto, na Vicentina.
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Remendos
O principal acesso à Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), por exemplo, apresenta pontos com problemas. Há duas semanas, foi possível notar remendos, aparentando que buracos receberam reparos recentemente. Ainda assim, há muitas ondulações e os chamados “cocurutos” em partes do asfalto, especialmente próximo de um dos principais portões de entrada da universidade.
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Camada fina
“Perto da sinaleira tem muito. Ali é o pior ponto”, opinou o porteiro Valnei dos Santos, que há 12 anos trabalha em estabelecimento na avenida. Ele confirma que há poucos dias viu operários trabalhando no restauro dos buracos, porém, avalia que o material utilizado não é resistente. “Esse asfalto vem em sacos. Eles botam ali, mas em dias de chuva, pista molhada, com o tráfego de caminhão e ônibus logo solta. É uma camada bem fina, só pra prevenir por uns dias e já volta (o buraco) de novo”, lamenta o trabalhador.
“Saquinho de asfalto”
Além de ruas menores, são afetadas também avenidas que cortam vários bairros, como a Mauá. Um dos piores trechos da via é a que fica na quadra entre as ruas Alvorada e Viamão, na altura do bairro Santa Tereza, já próximo do limite com Sapucaia do Sul.
Já na Avenida Feitoria, os maiores problemas são vistos já quase no limite com o bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo. “Faz não sei quanto tempo que eles não mexem mesmo aqui. Eles vem só com saquinho de asfalto, largam ali e nem o rolo não passam. O carro mesmo que passa por cima”, comenta o frentista Douglas Lima, que trabalha em um posto de combustíveis no trecho. “Antes vinham com caminhão, botavam ali, passavam o rolo. Agora não: vêm uma caminhonetinha, largam o saquinho de asfalto ali o buraquinho e vão embora”, complementa, lembrando que vários veículos sofrem avarias por conta da via.
“Aqui no posto, toda semana para um carro quebrado. Tem um cara que foi um dia pra Novo Hamburgo por aqui, quebrou a roda do carro, daí parou pra tocar aqui, e, na volta, quebrou a outra. Quebrou duas num dia só!”, recorda.
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Semov diz investir mais de R$ 80 mil por mês
Segundo a Superintendência de Comunicação (Scom) da Prefeitura de São Leopoldo, a operação tapa-buracos é realizada diariamente pela Secretaria Municipal de Obras Viação (Semov), atendendo tanto as solicitações feitas pelo serviço 156 quanto as principais vias da cidade. “O cronograma varia conforme as demandas diárias, já que não é possível corrigir todo o asfalto de uma só vez”, informou a Scom.
Titular da Semov, Rogel Corrêa, conhecido como Tarzan, disse que a secretaria investe de 80 a 100 mil reais por mês para ações de tapa-buracos na cidade. “Sempre fazemos as ruas mais movimentadas, e depois de uma chuvarada, que causam mais buracos. As demais ruas fazemos sempre que somos acionados”.
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Que material é usado?
Ainda conforme a Scom, o material utilizado para tapar os buracos segue o mesmo padrão de todas as usinas. “O asfalto frio, aplicado em demandas emergenciais e pontuais, e o asfalto quente, destinado a trechos de maior fluxo e necessidade. Por isso, a durabilidade do reparo com asfalto frio é menor, pois não há como utilizar asfalto quente em todas as ruas da cidade”.
A Scom também ressaltou que além da recuperação do pavimento, as vias principais recebem outras frentes de trabalho, como limpeza e manutenção da rede de drenagem e substituição de tubulações, quando necessário. “Esse trabalho é realizado por uma equipe própria da Semov, preparada para atender as diferentes demandas da cidade.”