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VÍDEO: Advogado de Bolsonaro diz que ex-presidente não atentou contra o Estado democrático de direito

Celso Vilardi argumenta que Bolsonaro foi "dragado pelos fatos" durante sustentação oral no segundo dia de julgamento da ação penal da tentativa de golpe de Estado

Publicado em: 03/09/2025 às 11h:31 Última atualização: 03/09/2025 às 11h:32
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O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal da tentativa de golpe de Estado, argumenta que o ex-chefe do Executivo foi “dragado pelos fatos” agora em julgamento e “não atentou contra o Estado democrático de direito”. [Assista ao vídeo ao final desta reportagem.]

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“Não há uma única prova que atrele Bolsonaro ao plano Punhal Verde e Amarelo, à Operação Luneta e ao 8 de janeiro”, sustentou em referência aos planos de assassinatos de autoridades e ao planejamento do que poderia acontecer após o suposto golpe.

Advogado Celso Vilardi representa o ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal da tentativa de golpe de Estado | abc+



Advogado Celso Vilardi representa o ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal da tentativa de golpe de Estado

Foto: Rosinei Coutinho/STF

ASSISTA AO SEGUNDO DIA DE JULGAMENTO

Ainda de acordo com Vilardi, nem o delator, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid chegou a falar sobre a participação de Bolsonaro em tais eventos. O advogado sustentou ainda que Cid mentiu em sua delação e alegou que o Ministério Público não fez provas sobre o contraditório a respeito de tais planos encontrados no celular do delator.

O advogado deu início a sua sustentação oral nesta quarta-feira (3), classificando o julgamento como histórico, tanto pelo tema quanto por tratar de um ex-presidente. No caso de seu cliente, argumentou que a base do processo é uma delação e uma minuta encontrada no celular do delator.

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“O que aconteceu com a investigação a partir daí é uma sucessão inacreditável de fatos, porque foi achada a minuta do Punhal Verde e Amarelo, a planilha da Operação Luneta e então o trágico episódio do 8 de janeiro ocorreu. Bolsonaro foi dragado para esses fatos”, apontou.

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Com relação à delação de Cid, especificamente, o advogado sustentou que a colaboração não é uma “jabuticaba” – como alegado por outros advogados da ação penal do golpe -, mas “algo muito mais grave”.

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“A jabuticaba existe no Brasil. A delação de Cid é algo que não existe nem aqui nem em nenhum lugar do mundo”, sustentou. Segundo o advogado, omissões ou contradições devem anular a delação, sem “aproveitamento” da mesma.

Vilardi também sustentou que o histórico do processo foi “complicado” e voltou a defender que o caso não deveria estar sob a alçada do Supremo Tribunal Federal, apesar de ser algo “já decidido”.

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Alegou ainda que demonstrará um suposto cerceamento de defesa e que a banca chega ao julgamento “com uma carga de uma parte da população e de juristas tratando de uma condenação sem conhecer os autos”.

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Advogado de Bolsonaro diz que ex-presidente não atentou contra o Estado democrático de direito

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