Dois espetáculos com grandes clássicos da música erudita, neste fim de semana, marcam a abertura das celebrações especiais pelos 20 anos de fundação da Presto Produções, comemorados em 2026.
Neste sábado (8) e domingo (9), a obra-prima Requiem de Mozart será apresentada pela Camerata Presto, acompanhada dos solistas Elisa Machado (soprano), Carol Braga (contralto), Felipe Bertol (tenor) e Daniel Germano (baixo). O grande coral será formado por Madrigal Presto, Coro de Câmara da PUCRS, Coral da UFRGS e o Coro de Câmara UFSM. A regência será do maestro João Paulo Sefrin.
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Foto: Divulgação
As duas únicas apresentações ocorrem em locais distintos: a primeira, sábado, será no Santuário Sagrado Coração de Jesus, em São Leopoldo – cidade-sede da Presto –; na sequência, domingo, no Santuário Santa Teresinha (Av. José Bonifácio, 645, Bom Fim), em Porto Alegre. As apresentações acontecem às 20h e ambas têm entrada franca.
Segundo a diretora da Presto Produções, Lucia Passos, “o espetáculo foi idealizado para ser uma grande homenagem ao público que apoia e prestigia a música clássica”, marcando também o início das comemorações pelos 20 anos da companhia.
Os espetáculos têm o patrocínio da Sicredi Pioneira, Banrisul e Vila Rica Imóveis e apoio do Santuário Sagrado Coração de Jesus, Santuário Santa Teresinha e Centro Medianeira.
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O projeto
O projeto Camerata Presto, desenvolvido pela Presto Produções, reúne instrumentistas de grande experiência para difundir a música erudita. Altera seu formato original de cordas para tornar-se uma grande orquestra com a participação de dezenas de músicos e instrumentos. A ela, juntam-se corais e demais artistas, moldando-se ao espetáculo idealizado.
Obra foi criada há 230 anos
Considerada uma das obras mais marcantes da música erudita, o “Réquiem em Ré menor” (K.626), de Wolfgang Amadeus Mozart, foi criado há cerca de 230 anos. O termo “Requiem” designa uma missa fúnebre e faz referência à primeira linha do texto litúrgico “Requiem aeternam dona eis, Domine” (“dá-lhes o repouso eterno, Senhor”). Diversos compositores escreveram suas versões de Requiem ao longo da história, no entanto, o de Mozart é considerado um dos mais emblemáticos, composto para quarteto vocal solista, coro e orquestra.
Mozart, fragilizado pela doença e marcado pela perda recente de seu pai, não concluiu a obra. Antes de morrer, deixou completas três seções com coro: Introito, Kyrie e Dies Irae. As demais partes foram completadas pelo seu discípulo Süssmayr, que incluiu a composição integral de Franz Xaver Sanctus e reutilizou temas do Introito e Kyrie no Communio, para dar unidade à peça. Uma das influências para a obra foi o Requiem, de Michael Haydn.
A estreia aconteceu em Viena, em 2 de janeiro de 1793, em um concerto beneficente em favor da viúva de Mozart, Constanze Weber.