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SAÚDE MENTAL

Campanha Maio Furta-Cor: projeto instituído em São Leopoldo deve iniciar em 2026

A iniciativa tem como objetivo estimular ações em prol da saúde mental de mães do município

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Publicado em: 17/06/2025 às 19h:52 Última atualização: 17/06/2025 às 19h:55
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Com o objetivo de reforçar ações em prol da saúde mental materna, São Leopoldo deve passar a realizar, a partir de 2026, a Campanha Maio Furta-Cor. A iniciativa parte da Lei N.º 10.290, de autoria do vereador Anderson Etter (PT), sancionada pelo prefeito Heliomar Franco no dia 21 de maio, quando passou a fazer parte do calendário municipal.

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“Quando adentramos nesse universo da maternagem e saúde, avistamos o quão necessário é abolir o romantismo da maternidade e compreender aspectos reais da vida de muitas mulheres, mães. E nesse cenário é essencial a responsabilidade e sensibilização dos homens. Por isso criamos esse projeto para desenvolvermos a campanha Maio Furta-Cor para sensibilizar toda sociedade”, ressalta o vereador proponente, Anderson Etter.

A Campanha Maio Furta-Cor é instituída pela Lei N.º 10.290, do vereador Anderson Etter (PT)



A Campanha Maio Furta-Cor é instituída pela Lei N.º 10.290, do vereador Anderson Etter (PT)

Foto: Cátia Cylene/Câmara de Vereadores de São Leopoldo

“Essa pauta complexa e urgente, que impacta não somente mães e filhos, mas reflete na qualidade de vida de toda sociedade. Agora, a aprovação da lei motiva a ampliação da busca pela efetivação de políticas públicas que abarque esta complexidade e promova saúde”, destacou o vereador.

Para o Coletivo Maio Furta-cor, composto por cerca de 40 mulheres do município, a iniciativa fará a diferença na forma como a pauta é vista pela comunidade local. “Marca um avanço importante na forma como enxergamos e cuidamos da saúde mental materna no nosso município. Há uma necessidade urgente de estabelecermos práticas preventivas e políticas públicas que acolham emocionalmente as mulheres que atravessam a vivência da maternidade”, opina a entidade, em pronunciamento oficial.

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“Quando reconhecemos que o esgotamento, a solidão e o burnout materno impactam não apenas a mulher, mas todo o ambiente familiar — inclusive o desenvolvimento emocional da criança — ampliamos nosso olhar para uma responsabilidade coletiva”, completa.

O Coletivo Maio Furta-cor é representado pela psicóloga Cristiane Fontes, a publicitária e idealizadora da Rede Tear (de apoio à maternidade atípica – para mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista), Gerusa Wasum da Silveira, e a artista Rita Portella.

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Confira o que a Campanha Maio Furta-Cor prevê

I- Contribuir para divulgação de temas relacionados à saúde mental materna;

II- Conscientizar e sensibilizar a sociedade para novas formas de acolhida às mães;

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III- Proporcionar canais de comunicação, convívio social, troca de experiências entre mulheres mães e toda sociedade;

IV- Conscientizar mulheres mães, sobre a importância de cuidar da saúde mental, olhando para desafios característicos da maternidade, incentivando o diálogo e busca por atendimento especializado;

V- Sensibilizar a sociedade para a importância da saúde e bem-estar materno; Saúde mental e o bem estar da família é responsabilidade de todos. Exaustão, sentimento de solidão ou burnout materno influencia em todo o ambiente. Todos os desafios da maternidade, e até as relações conjugais, interferem diretamente no desenvolvimento e na saúde emocional das crianças.

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VI- Desmistificar a ideia de que a saúde mental e o bem-estar familiar são de responsabilidade exclusiva da mãe, enfatizando que o esgotamento materno e a falta de apoio impactam o ambiente familiar e o desenvolvimento infantil, demandando corresponsabilidade de todos.

VII- Valorizar e estimular a prática esportiva, artística, cultural e outras atividades de integração como fator de promoção de saúde e bem estar, resgatando a autoestima e as trocas afetivas entre as mulheres mães.

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VIII- Conscientizar a sociedade em relação a importância de apoio psicológico e cuidados especializado às mães atípicas, tais como orientação parental. Conscientizar sobre a necessidade de criação de redes de apoio sociais eficientes à maternidade atípica.

IX – Conscientizar e estimular a sociedade a dialogar sobre parentalidade consciente e relações afetivassaudáveis.

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