Após repactuação de prazos com o governo do Estado, a Prefeitura de São Leopoldo tem cinco meses (ou seja, até fevereiro de 2026) para atualizar o orçamento das obras da Casa do Imigrante e elaborar a licitação para selecionar a empresa que fará o trabalho de revitalização.
ENTRE NA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP
O local estava desativado desde 2024 devido a problemas em sua estrutura e sofreu um desabamento no dia 5 de março de 2019.

Foto: Priscila carvalho/GES-Especial
A Prefeitura explica, mediante a Superintendência de Comunicação (Scom), que os prazos iniciais não puderam ser cumpridos devido à revitalizações de 19 escolas e 17 unidades de Saúde atingidos pela enchente de maio de 2024, cujos recursos, advindos do Ministério de Saúde, poderiam vir a expirar.
“Faremos todo o possível para atender o prazo da obra, que será de 12 meses, totalizando então 17 meses [ou seja, até fevereiro de 2027]”, afirmou o órgão.
VEJA TAMBÉM: São Leopoldo estima retirar mais de 10 toneladas de fios inativos somente no Centro da cidade
A reportagem questionou à Prefeitura quais eram os prazos iniciais, mas não obteve retorno até horário de fechamento deste texto.
Iconicidades
O município foi contemplado, em 2022, pelo programa Iconicidades, do governo do Estado, que tem como objetivo contribuir com a elaboração de projetos de revitalização de marcos históricos, como foi o caso da Casa do Imigrante. O projeto foi entregue à Prefeitura em janeiro deste ano, porém, conforme a mesma, havia sido elaborado em 2023.
“O projeto de 2 anos atrás era de R$ 3,5 milhões, porém houve, durante esse tempo, desmoronamento de parte da estrutura e isso elevou para o dobro praticamente”, informou a Scom, explicando que, com isso, o valor das obras é estimado em mais de R$ 6 milhões, mas que para obter o valor exato, será preciso elaborar o novo orçamento.
Importância histórica
A estrutura, que hoje leva o nome de Casa do Imigrante, fazia parte da Real Feitoria do Linho Cânhamo, uma grande fazenda mantida por famílias portuguesas, que abrigou os primeiros imigrantes alemães que chegaram ao Brasil em julho de 1824. Por isso, o local é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae/RS) desde 1992 em São Leopoldo, cidade que recebeu o título oficial de Berço da Colonização Alemã no Brasil pelo governo federal em 2011.
A manutenção, até o momento, é responsabilidade do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. No entanto, a instituição, mantida por voluntários, enfrenta dificuldades financeiras para realizar investimentos como este. Em reportagem anterior do Jornal VS, o secretário municipal de Gestão e Governo, Leonardo Klaus, afirmou que a pasta estudava novas maneiras de viabilizar a manutenção do patrimônio.