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COPA DO MUNDO

VÍDEO: Colecionador de São Leopoldo transforma paixão em acervo de 6 mil camisas de futebol

Salomão Furer Junior tem 700 peças que foram usadas por jogadores em jogos oficiais

Publicado em: 21/05/2026 às 18h:58 Última atualização: 22/05/2026 às 09h:03
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Uma das maiores coleções de camisas de futebol está em São Leopoldo. O dono dela, Salomão Furer Junior, de 52 anos, soma aproximadamente seis mil camisas e em torno de mil itens da Seleção Brasileira. Entre eles, 700 são camisas usadas por jogadores em partidas oficiais. Além dos fardamentos, a coleção é composta por medalhas, flâmulas, abrigos, copos, pedaços de gramado, ingressos, entre outros itens.

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Salomão contou que iniciou sua coleção aos 8 anos, durante a Copa do Mundo de 1982, disputada na Espanha, quando se apaixonou pela competição e pelo futebol. “Todo aniversário ou Natal, tudo o que eu queria era bola, time de botão e, principalmente, camisas de futebol.”



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Salomão afirma que suas primeiras lembranças de vida são comprando camisas de futebol. “Naquela época, se quisesse comprar uma camisa do Vasco, por exemplo, só tinha no Rio de Janeiro, na loja do clube, ou em outros lugares por lá. Então, sempre que alguém viajava eu pedia uma camisa, o que me fez ter um monte.”

Segundo o colecionador, um de seus arrependimentos foi passar adiante algumas camisas que não serviam mais quando era mais jovem. “Hoje, a maior parte das camisas que eu tenho, nem me servem. Não tenho elas no intuito de usar.”

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Item mais raro

Conforme Salomão, o item mais raro de sua coleção e o mais valioso, é a camisa que Ronaldo usou na Copa do Mundo de 1998, disputada na França. O item está exposto no Museu do Futebol, em São Paulo. “O Ronaldo já é parte daquele tipo de ídolo, como Michael Jordan, que atrai os olhos de colecionadores do mundo inteiro. Eu acho que vai ser a peça mais importante da exposição.”

A exposição iniciou nesta quinta-feira (21). “Sou bem conhecido no meio dos colecionadores, e já expus camisas lá em outras oportunidades, e as empresas foram me conhecendo e me procurando, e isso te torna uma referência no meio.”

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Salomão contou que atualmente é muito difícil se desfazer das camisas. Ele chega a ter repetidas. “Da era Topper, na Copa de 1982, eu tenho todas as camisas, do número 1 ao 22, sendo que a de número 2 eu tenho três, a 3 eu tenho cinco, e mesmo quando me perguntam se eu não troco uma delas por alguma que eu não tenho, não faço.”



Itens difíceis

Conforme o colecionador, é difícil dizer qual o item que mais demorou para conseguir, e que não chega a criar um desejo por um item específico. “Eles são tão raros, que às vezes tu nem sabe se eles existem. Os itens, muitas vezes, eles que me acham mais do que eu acho eles.”

Salomão recordou que uma vez ele comprou duas camisas do Pelé – uma do Santos e uma da seleção brasileira. O antigo dono as enviou do Rio de Janeiro, mas a mercadoria foi extraviada no Correio. “Não sei se o caminhão foi assaltado, ou se aconteceu alma outra coisa, mas aquela machucou. Até eu conseguir outra camisa do Pelé, aquela história me remoeu um pouco. Quando eu vi no site que tinham perdido a mercadoria, me deu uma desanimada.”

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Camisas raras

Umas das camisas mais raras da coleção é a única que a Seleção teve um patrocínio Master, da Coca-Cola. Ela foi utilizada em uma partida disputada em Uberlândia, em Minas Gerais, em 1987 contra o Chile. “É uma época completamente diferente da Seleção, que jogava em cidades como Uberlândia, talvez por isso a seleção brasileira tinha uma conexão muito maior com os torcedores.”

Outro item inusitado da coleção de Salomão é um calção que Ronaldo usou na Copa do Mundo de 2002, disputado no Japão e na Coreia do Sul. “Uma vez eu mostrei ela para a equipe do Ronaldo. Fizeram uma chamada de vídeo com ele para mostrar. Ele ficou muito animado com a bermuda.”

Mercado colecionador

Salomão recordou que quando iniciou a colecionar a Seleção Brasileira, as camisas não valiam tanto. “Digamos, fulano colecionava Internacional e ciclano Grêmio, e deixavam as do Brasil de lado e eu ficava inconformado com isso, e pensava que não fazia sentido, porque a camisa da Seleção Brasileira, é a história do futebol brasileiro no mundial.”

O colecionador explicou que muitas vezes, aquela camisa da seleção pode ter sido usada por algum jogador da dupla Grenal, e ele comprava por um preço muito bom. “Posso dizer que ganhei na loteria, pois, para cada R$ 1 que eu investi, devo ter ganho R$ 100, pois hoje são as camisas mais valorizadas de todo o mercado do colecionismo. Então naquela época, eu comprei tudo o que eu pude.”

“Hoje em dia, muitas vezes é difícil de competir com o mercado externo, tem gente da Arábia que compra as camisas a Euros e Dólares, que eu não consigo competir, jamais vou conseguir”, afirmou Salomão.

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Camisas Falsas

O colecionador disse que há muitas camisas falsas circulando no mercado, e que muitas delas estão no exterior. Segundo ele, todos os dias, pessoas de todo o mundo o procuram no Instagram para consultar se a camisa é verdadeira. “Eu não gosto de responder, mas se eu tenho uma camisa igual, eu tiro fotos e envio para a pessoa comparar as características e tirar as próprias conclusões, sem que eu tenha que dizer nada.”

Álbuns de figurinhas

Salomão considera o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 1982 como o marco da vida, pois foi nessa copa que se apaixonou por futebol. O colecionador recordou que naquele álbum, as figurinhas vinham em chicletes. “Recentemente eu postei no Instagram, sobre isso. As pessoas olharam a foto e comentaram que sentiam o cheiro do chiclete, porque esse cheiro ficava nas páginas.”

Segundo ele, naquela época eram vendidas, nos atacados, as caixas de chiclete com 50 unidades, e as figurinhas eram mal distribuídas. “Digamos, em uma caixinha dessas, vinha só a União Soviética, e às vezes de quatro ou cinco jogadores. Vi relatos do Brasil todo, o pessoal do Rio de Janeiro falava que a mais difícil de conseguir era a do Roberto Dinamite, e em outro lugar a mais difícil era de outro jogador.”

“Aquele álbum marcou a minha vida, não é nem de perto o meu item de maior valor financeiro, mas com certeza é o de maior valor emocional.”

Expectativa para a Copa do Mundo

Salomão afirmou que tem esperança na Seleção Brasileira na Copa do Mundo deste ano. “Em 1994, quando o Brasil ganhou a Copa, o time era ruim antes do mundial. O Parreira empurrou o meio de campo. Quando saiu o Raí, ele foi fechando cada vez mais, colocando o Mazinho e o Zinho, pensando em correr menos risco, e eu vejo o Ancelotti fazendo algo parecido.”

Segundo o colecionador, o Brasil precisa pensar que não é mais aquela seleção que vai ganhar tudo com facilidade, mas sim uma que vai lutar muito a cada jogo. “O Brasil tem o melhor treinador da Copa do Mundo, e os maiores treinadores, do nível do Ancelotti, estão treinando os clubes e só o Ancelotti está treinando uma seleção. Tem chances de vencer, eu acredito.”

Apaixonado por futebol desde 1982, leopoldense constrói grande coleção de camisas de futebol
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