Mais de 300 orquídeas de cerca de 50 expositores gaúchos participaram, neste fim de semana, da 134ª Exposição de Orquídeas de São Leopoldo, evento promovido pela Sociedade Leopoldense de Orquidófilos (SLO). Nesta edição, a primeira do ano, a espécie destaque foi a Cattleya labiata.
Expositores de várias cidades, como Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul, Feliz e Nova Petrópolis participaram da mostra e concorreram aos troféus de melhores plantas, que, desta vez, homenageavam o Museu do Trem. “Queria algo turístico da cidade como referência. Fui pesquisar e vi que a primeira estação de trem do Rio Grande do Sul foi a nossa, então, fizemos o troféu em homenagem e ficou bem bonito”, disse a presidente da entidade, Wendy Würch.
Além disso, a exposição contou com oficinas e vendedores de Caxias do Sul, Sapucaia do Sul, Porto Alegre e do Vale do Paranhana.
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Calendário
Wendy destacou que, além de ser o primeiro evento da SLO no ano, a exposição deste fim de semana abriu o calendário estadual de mostras do tipo. “É a primeira do Rio Grande do Sul. Nós abrimos o calendário esse ano da Federação Gaúcha. Ficamos com a primeira data do ano, e a última do ano será nossa também”, salientou.
Em 2026, a SLO promoverá quatro exposições. As próximas devem ocorrer em setembro, novembro e dezembro. “Serão quatro exposições e três delas são de espécies nativas do Rio Grande do Sul. A labiata é a única que não é daqui. Ela é do Nordeste, mas se adaptou muito bem aqui é a que os orquidófilos mais gostam”, comentou a presidente.
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Premiadas
Morador de São Leopoldo, Julio Macarini, 63 anos, levou oito plantas para expor nesta edição e foi premiado com três delas. Entre os troféus recebidos estão o de Melhor Labiata da exposição e da Melhor Planta da mostra, da espécie Brassavola Nodosa, que também ganhou o prêmio de Melhor Cultivo.
“É uma planta já bastante antiga, e ela se adaptou bem ao meu microclima e vem florando todos os anos. Já ganhei outros prêmios com ela em outros anos, ela sempre dá uma flor sequencial, mas esse ano abriram todas as flores juntas”, comentou o Macarini, que é apaixonada por plantas, mas possui um orquidário apenas recreativo, sem o objetivo de comercializar as flores.
“É um vício gostoso”
Moradora de Porto Alegre, Marisa Rodrigues de Oliveira, 57 anos, foi uma das apreciadoras da planta que prestigiou a exposição neste domingo. “Já conheço a exposição há bastante tempo e já vinha antes. Hoje vim com uma amiga para visitar mas a gente sempre acaba consumindo. Não dá pra resistir”, comentou, mostrando as plantas que adquiriu. “Eu amo as micros, mas hoje resolvi pegar uma diferente”, disse, contando que tem cerca de 200 exemplares de orquídeas. “Não adianta, onde a gente vai acaba levando uma diferente. É um vício gostoso”, divertiu-se.