Iniciou, na manhã desta quinta-feira (29), mais uma etapa do programa Desassorear RS em São Leopoldo. A ação integra o Plano Rio Grande, e tem como objetivo promover o desassoreamento e a limpeza de arroios, canais de drenagem e sistemas pluviais em municípios afetados pela enchente de 2024.
A primeira fase dos trabalhos ocorreu no Arroio Kruse e já foi concluído. Agora, seguem no Arroio João Corrêa, no trecho que vai Casa de Bombas até a BR-116, no bairro Vicentina.

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especialt
Titular da Secretaria de Obras e Viação (Semov), Rogel Corrêa, conhecido como Tarzan, lembrou que o serviço está sendo executado pelo governo do Estado e fiscalizado pela Semov. “Nós mandamos os projetos de desassoreamento dos arroios Kruse e João Corrêa para o Estado, e temos um valor de R$ 3 milhões que veio para o município. Fizemos no Kruse – onde retiramos em torno de 6 toneladas de resíduos – e agora estamos fazendo no João Corrêa, que é muito importante para região”, disse Corrêa, reforçando que o orçamento é gerenciado pelo Estado.
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De acordo com o secretário, a previsão é de que a intervenção seja concluída em aproximadamente duas semanas, podendo variar conforme as condições climáticas e a situação encontrada ao longo do trecho.
Segundo a diretora-geral do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), Cladis Magnani, a Cacau, a estimativa é que o arroio tenha cerca de 1,5 metro de fundura de sedimentos.
Podem haver transtornos
Para executar o desassoreamento, a máquina retira os sedimentos do fundo do arroio e os coloca na calçada. Os gestores ponderaram que o serviço pode causar algum transtorno à região dos bairros Vicentina e São Miguel nas próximas semanas, mas pediram calma à população.
“Nós estamos tendo cuidado, fazendo o máximo, mas pode dar um pouco de poeira, mau cheiro. Queremos lavar logo, depois que a gente tirar os resíduos das ruas, para dar mais tranquilidade à comunidade. Nós vamos trabalhar muito em conjunto, para o quanto antes terminar”, destacou Corrêa.
Cacau explicou que o Semae dispõe da análise da água do arroio e sabe que ela não é contaminante a ponto de gerar problemas de saúde. “Só que esse resíduo que a gente está retirando vai ter que ficar depositado aqui (na calçada) até secar, porque a gente não pode transportar ele molhado e andar pela cidade com essa água escorrendo. Então, o transtorno para a região, vai ser esses montes de resíduos secando. Quando eles secarem, a gente vai transportar”, afirmou, prevendo que o processo pode demorar até cerca de 45 dias.
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Ação possibilita melhor funcionamento das bombas
A diretora-geral do Semae ressaltou ainda a importância da realização do serviço próximo da Casa de Bombas. “O sedimento fica depositado na frente das bombas e elas acabam não fazendo o trabalho que precisam. Temos uma cota para poder ligar essas bombas para não dar problema. Então aqui, a gente limpando, a vazão da água aumenta consideravelmente, e aí, não tendo resíduo, as bombas acabam trabalhando melhor e tirando mais rápido a água daqui jogando paro rio”.
Cacau argumentou ainda que a limpeza que está sendo realizada no Arroio Gauchinho é uma ação custeada com recursos próprios da prefeitura leopoldense. “A gente achou essencial, devido às últimas chuvas, onde desceu muito sentimento”.
“Ação de prevenção”
O prefeito Heliomar Franco acompanhou o início das ações de desassoreamento no Arroio João Corrêa, na manhã desta quinta, e argumentou que o serviço é fundamental nessa época do ano, em que não há tanto volume de chuva acumulado. “Estamos fazendo uma ação de prevenção. Quando chegar a época mais pesada de chuvas mesmo, nós queremos contar com um sistema de proteção contra alagamentos mais robusto”, colocou.
Segundo ele, o trabalho não era feito há pelo menos 10 anos no município, e foi pleiteado direto com o governador do Estado. “Protocolamos, fomos atendidos, já executamos uma boa parte disso no Arroio Kruse e agora vamos executar no Arroio João Corrêa”.
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Mais obras podem iniciar em fevereiro
Heliomar disse ainda que a quantidade de sedimentos no arroio faz com que qualquer chuva forte contribua para a rápida elevação do seu nível. “Ele já conta com um assoreamento, ou seja, já conta com detritos ao fundo, que elevam o nível da água rapidamente e pode sim prejudicar as residências próximas”, enfatizou.
“Esse serviço traz tranquilidade, traz segurança pra nossa população, e nós não paramos por aqui: nós ainda temos obras para serem feitas aqui na Casa de Bombas e obras nessa vala de drenagem, essa sim, com recurso do Município. Iniciaremos ainda este mês de fevereiro”, revelou.