Termina nesta terça-feira (31) a visita da comitiva de estudantes da Universidade Ruhr (RUB), de Bochum, na Alemanha, em São Leopoldo. O grupo, composto por 12 acadêmicos e pelo especialista Stephan Treuke, chegou à cidade no último sábado (28) e cumpre programação de visitas técnicas a pontos estratégicos do município e encontros institucionais.
A vinda da comitiva é fruto da parceria entre São Leopoldo e a cidade alemã de Bad Neuenahr-Ahrweiler e teve como objetivo o intercâmbio de experiências nas áreas de proteção contra enchentes, saneamento e desenvolvimento urbano sustentável.
A comitiva é liderada por Stephan Treuke, que atua como diretor do projeto Emscherland, da empresa Emschergenossenschaft, e é professor das faculdades de Planejamento Urbano (Universidade Técnica de Dortmund) e de Geociências (Universidade Ruhr de Bochum).
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Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Gestão de recursos hídricos
Stephan comentou que a experiência é uma saída de campo com o grupo de acadêmicos da RUB, formado por graduandos e pós-graduandos de Geociências. No total, a jornada da comitiva no Brasil somará 10 dias: começou pelo Rio Grande do Norte, onde o grupo ficou três dias na capital Natal e outros três, na cidade de Nísia floresta, e finaliza agora, em São Leopoldo.
“O assunto é a gestão de recursos hídricos, seja a recuperação de lagoas doces em Nísia Floresta, a situação nas favelas em termos de saneamento lá em Natal e, aqui, por último, a proteção contra enchentes, junto com o desenvolvimento urbano sustentável”, disse o especialista.
“Isso se conectando com aquela ideia da comitiva de Bad Neuenahr-Ahrweiler”, complementou Stephan, lembrando da última visita técnica feita em São Leopoldo para tratar do tema de proteção contra enchentes, realizada em outubro de 2025 – na oportunidade, a comitiva foi composta pelo coordenador das estratégias de reconstrução e de desenvolvimento, Maximilian Kranich, e pelo Dr. Christian Stein, que trabalhou no Instituto Alemão de Urbanismo e atualmente é consultor independente do Efect.
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Diques, casas de bombas e tratamento de esgoto
A programação da comitiva em São Leopoldo iniciou no domingo (29), com visita técnica ao Parque Imperatriz, acompanhada pelo prefeito Heliomar Franco, secretários municipais, a diretoria do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae), e o engenheiro Antônio Geske. Na sequência, o grupo conheceu a Base Ecológica do Rio Velho.
Nesta segunda-feira (30), junto da presidente do Semae, Cladis Magnani, a Cacau, e de engenheiros e técnicos da autarquia e da prefeitura, o grupo passou por parte dos diques, pelas casas de bombas Cerquinha, Campina e João Corrêa e esteve ainda na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Feitoria, que utiliza o sistema de Wetlands.
À tarda, Stephan e o grupo participaram de encontro com o prefeito Heliomar em seu gabinete, no 7º andar do Centro Administrativo. “Para falar quais são as atuais estratégias de proteção contra enchentes e o desenvolvimento da parte da orla e da ilha”, disse Stephan.
A agenda na cidade se encerra hoje (31), com a participação da comitiva em um evento promovido pela Unisinos sobre Proteção contra Enchentes.
“Troca de experiências”
Cacau lembrou que na última visita de Stephan na cidade, ele já havia manifestado o interesse de trazer os estudantes da universidade alemã ao município. “Para aproximá-los com essa troca entre Brasil e Alemanha, saber o que a gente tem aqui e o que eles têm lá. É uma troca de experiências para um país ajudar o outro, com suas ideias e contribuições”.
Cacau reforçou que a comitiva passou pelos diques, conheceu casas de bombas e as bombas anfíbias e pode verificar o local onde houve o rompimento do dique na enchente de maio de 2024, junto à Casas de Bombas João Corrêa. A visita foi concluída na ETE Feitoria.
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Próxima visita
Stephan destacou ainda que há uma parceria sendo constituída entre o município de Três Coroas e uma cidade alemã. Por meio dela, uma nova visita deve ocorrer no Estado no final do mês de junho. A intenção do especialista é, nessa próxima atividade, também encontrar o prefeito leopoldense e buscar firmar uma aliança de proteção contra enchente na região.
“E, até lá, também queremos ativar um pouco mais o governo estadual em Porto Alegre, trabalhar com a Metroplan, o pessoal da Ufrgs, em termos de dados. Aí a gente tem vários pontos de acesso e (o projeto) vai ganhar mais contornos”, concluiu.