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Inclusão

Documentário sobre mulheres com deficiência tem pré-estreia marcada em São Leopoldo

Lançamento de "Jornadas" ocorre no dia 13 de dezembro, no Teatro Municipal, com recursos de acessibilidade como Libras, LSE e audiodescrição

Dário Gonçalves
Publicado em: 05/12/2025 às 17h:32 Última atualização: 11/12/2025 às 10h:22
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A trajetória de uma aluna cega com doutorado é uma das histórias que integram o documentário Jornadas, que será apresentado ao público no próximo sábado (13), às 17h, no Teatro Municipal de São Leopoldo (Rua Osvaldo Aranha, 934, Centro). A exibição contará com recursos de acessibilidade, como Libras, Língua de Sinais em Espaço (LSE) e audiodescrição.

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Documentário tem roteiro e direção assinados por Bianca Moraes e Gustavo Carniel Rubert | abc+



Documentário tem roteiro e direção assinados por Bianca Moraes e Gustavo Carniel Rubert

Foto: Welintom Flor

O filme reúne relatos de mulheres com deficiência que atuam em diferentes áreas profissionais e sociais, retratando desafios enfrentados no mercado de trabalho e na vida cotidiana. A produção é de Bianca Reis de Moraes, mulher cega e doutoranda em Processos e Manifestações Culturais, com apoio da Comunique Produtora. Natural de São Leopoldo, Bianca relata que o projeto nasce diretamente de sua própria trajetória.

Segundo ela, a concepção inicial do documentário era discutir o acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, a partir de conversas com coletivos e vivências pessoais. No entanto, o projeto mudou de direção após um episódio de violência vivido por ela, que passou a ser transformado em linguagem artística. “Entendi que era necessário transformar isso em arte. E o curta passa, então, a retratar as trajetórias de mulheres com deficiência nesses espaços”, resume.

Lugar de protagonismo

Com direção e roteiro assinados por Bianca e Gustavo Carniel Rubert, o filme traz como protagonistas Claudia Monteiro, professora e assessora educacional com mobilidade reduzida; Natache Koncimal, mulher surda e assistente social; Alexandra Lima, mulher com síndrome de Down, assistente de farmácia, palestrante e autodefensora; além da própria Bianca, que narra sua experiência como artista, pesquisadora e mulher com deficiência visual.

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Para ela, o filme vai além do debate sobre trabalho formal. “Cada uma, a partir do seu lugar, narra não apenas o acesso ao trabalho, mas nos faz refletir sobre a presença das diferenças na educação, na arte e na existência”, diz. Bianca destaca ainda o papel da arte como instrumento de reflexão e transformação. “A arte por si só não muda o mundo, mas é capaz de tocar a pessoa. E é esse lugar que o Jornadas busca ocupar, provocando discussões sobre capacitismo, inclusão, sensibilidade cultural e direitos das mulheres e das pessoas com deficiência”, pontua.



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Incentivo à cultura

Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, via município de São Leopoldo, o projeto também reforça a importância da ocupação de espaços de criação por profissionais com deficiência. “É fundamental que nós, artistas e produtoras com deficiência, estejamos na produção audiovisual, não só como personagens, mas como criadores e responsáveis pelas narrativas”, afirma.

A pré-estreia terá como diferencial a audiodescrição aberta, permitindo que todos os espectadores escutem a narração descritiva da obra. A escolha, segundo Bianca, foi deliberada. “É uma forma de provocação, conscientização e reflexão, para que possamos pensar uma arte cada vez mais acessível e inclusiva”, explica.

Sobre a mensagem central do documentário, a diretora é enfática. “Não buscamos ser vistas como exemplos de superação nem como vítimas, mas afirmar o nosso direito de existir plenamente na arte e na vida. Mulheres com deficiência são protagonistas das próprias jornadas”, conclui.

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A pré-estreia de “Jornadas” é aberta à comunidade e integra a agenda cultural voltada à inclusão no município, contudo a confirmação é solicitada através do número: (51) 99925-7801.

Ao longo do mês de dezembro, marcado internacionalmente pela pauta da inclusão, o projeto teve desdobramentos culturais além do audiovisual. Entre os dias 1º e 5, o Espaço Sicredi Feitoria sediou a exposição Jornadas – Fotografia & Poesia, que apresentou registros visuais e textos inspirados nas histórias do documentário. E também uma exposição virtual, disponível no site documentariojornadas.com.br, ampliando o acesso ao conteúdo para públicos de outras regiões.

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Ficha técnica:

  • Direção: Gustavo Carniel Rubert e Bianca Reis de Moraes
  • Roteirização: Bianca Reis de Moraes e Gustavo Carniel Rubert
  • Fotografia: Gustavo Carniel Rubert, Welintom Flôr, Edson Fernandes e André Becker (imagens aéreas)
  • Edição: Bianca Ventorini Klein
  • Colorização, animações e finalização: Welintom Flôr
  • Trilha sonora original e finalização de áudio: Pedro Nascente
  • Assistência de produção e apoio logístico: Anderson Dilkin, Élvis Eliel, Bruno Nunes e Jayme Magalhães Neto
  • Identidade visual e artes gráficas digitais: Clara Rohr
  • Comunicação, imprensa e fotos still: Élvis Eliel, Welintom Flôr, Gustavo Carniel Rubert e Carla Fogaça
  • Consultoria em acessibilidade cultural e narrações poéticas: Bianca Reis de Moraes
  • Audiodescrição e legendagem descritiva: Mil Palavras Acessibilidade Cultural
  • Interpretação em Libras: Paula Boos Höher
  • Entrevistadas/Protagonistas:
  • Alexandra da Silva Lima
  • Ana Clara Giacomelli de Vargas (violista)
  • Bianca Reis de Moraes
  • Claudia Cristina Monteiro
  • Natache Koncimal

Cenários das gravações:

  • Biblioteca Municipal Vianna Moog de São Leopoldo
  • Centro Municipal de Educação Inclusiva Paulo Freire (CEMEI)
  • Universidade Feevale – Câmpus II, Novo Hamburgo
  • Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) – Câmpus São Leopoldo
  • Teatro Feevale
  • Teatro Municipal de São Leopoldo
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