Com cartazes e faixas, amigos e familiares de Marilaine Cardoso dos Santos, morta após ser atropelada por um carro desgovernado no dia 23 de janeiro, logo após sair de uma churrascaria para comemorar sue aniversário, se reuniram na Praça do Imigrante, em frente à Câmara dos Vereadores de São Leopoldo, na tarde deste sábado (7), com um único objetivo, pedir justiça.
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Cerca de 30 pessoas se reuniram para caminhar ao longo de toda Rua Independência, no Centro de São Leopoldo, pedindo por providência do poder público para que o motorista (ele não teve o nome revelado pela Polícia) que causou a morte seja punido.
De acordo com Cleber Martins, marido de Marilaine, a Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito. “Está todo mundo abalado. Essa é a forma que encontramos de mostrar que queremos que revejam toda essa situação. Eles está de tornozeleira eletrônica, mas de boa, em casa.”
Martins recordou que no dia do acidente, a família e os convidados estavam combinando de se encontrar na Praça do Imigrante depois do jantar. “Não pensava que três semanas depois estaríamos aqui, mas por outro motivo.”
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Dionisio Francisco Cardoso, pai de Marilaine disse não saber mais o que fazer para ter justiça. “O cara está impune, tinha que estar preso. Temos que fazer algo para ter justiça.”
“A justiça não está sendo feita, estamos sofrendo e o cara está solto, tranquilo. Não temos palavras numa hora como essa. É muito triste”, lamentou Jane Marques, mãe de Marilaine.
“Me revolto por não poder viver o meu luto e ter que pedir justiça”
Conforme Shaiana Cardoso, irmã de Marilaine, o principal objetivo da manifestação é ver o condutor do veículo preso. “Ele não pode ficar solto por essa irresponsabilidade. Ele estava bêbabdo, chapado e tirou uma vida. Minha revolta é ver ele solto. Me revolto por não poder viver o meu luto e ter que pedir justiça.”
Outra manifestação
No dia 2 de fevereiro, foi feita uma manifestação na frente do Ministério Público de São Leopoldo, também pedindo por justiça. Na ocasião, cerca de 50 pessoas estiveram presentes. No dia do protesto, o promotor estava em audiência, mas ficou de marcar uma reunião com a família.
Relembre o caso
Marilaine celebrou no dia 23 de janeiro seu aniversário de 50 anos, ao lado do marido, filhos e familiares. Ao sair da churrascaria, por volta das 23h30, na calçada às margens da BR-116, um carro desgovernado acabou atingindo e matando Marilaine e feriu irmã Daiane.
As duas foram socorridas em estado grava e levadas ao Hospital Centenário, porém, Marilaine não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho da casa de saúde. A irmã foi atendida no hospital e recebeu alta logo em seguida.
O motorista e a passageira tiveram lesões leves. O homem foi conduzido à Polícia Civil por estar com sinais de embriaguez, e conforme a Polícia Rodoviária Federal, ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. No dia 26 de janeiro, ele foi liberado com tornozeleira eletrônica após a audiência de custódia.