abc+

CELEBRAÇÃO

Estudantes participam de homenagem ao patriarca de São Leopoldo e da Imigração Alemã

Museu Histórico Visconde de São Leopoldo promoveu tradicional ato a João Daniel Hillebrand nesta quinta-feira (30)

Priscila Carvalho
Publicado em: 30/10/2025 às 18h:21 Última atualização: 30/10/2025 às 18h:21
Publicidade

O Museu Histórico Visconde de São Leopoldo (MHVSL) promoveu a sua tradicional homenagem àquele que é considerado o patriarca do Município e da Imigração Alemã, doutor João Daniel Hillebrand, médico alemão que chegou à então Colônia de São Leopoldo na segunda leva de imigrantes, em 1824.

Publicidade

O túmulo-monumento de Hillebrand está situado logo na entrada do Cemitério Municipal do Cristo Rei, em São Leopoldo, e foi restaurado pelo museu em 2020. Desde então, uma cerimônia é promovida para celebrá-lo nesta época do ano. Desta vez, o ato ocorreu nesta quinta-feira (30), contando com representantes do MHVSL, o historiador Martin Dreher e alunos da Escola Estadual Dr. João Daniel Hillebrand, do bairro Feitoria.

ENTRE NA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP



Antecipada

Diretora de Relações Institucionais do museu, Ingrid Marxen lembrou que a homenagem normalmente é feita no dia 2 de novembro, mas, como em 2025 a data cai em um domingo, foi antecipada, a fim de possibilitar a vinda dos estudantes. “Como nós estamos com um projeto das escolas virem visitar o museu, caiu como uma luva”, comentou.

“É muito importante que vocês, que levam Hillebrand no nome da escola, conheçam a história dele, do começo ao fim. E que ele está verdadeiramente aqui, porque muitas vezes é um nome, um herói, um ator. Aqui não, aqui é o verdadeiro herói de São Leopoldo, nosso patrono, nosso patriarca”, disse Ingrid aos alunos.

Publicidade

LEIA TAMBÉM: Cemitérios municipais leopoldenses somam cerca de 3 mil inadimplentes

História

No ato, os mediadores do MHVSL, Michel Ramos – vestido como Hillebrand – e Eduarda Triches, fizeram uma introdução da história do imigrante aos participantes. “Ele teve um papel muito importante de registrar os imigrantes que vinham da Europa”, contou Eduarda. “Ele é importante e está sendo lembrado, como nosso herói, porque ajudou pessoas, curou pessoas e andou pela região fazendo o bem”, complementou Michel.

Publicidade

A ação contou ainda com a colaboração do historiador Martin Dreher. “Ele veio pra cá em 1824. O navio dele levou 120 dias para atravessar o Oceano Atlântico, e era empurrado pelo vento, não tinha motores naquele tempo. Ele veio para cá, porque a nossa cidade estava começando e ainda não tinha médico. Ele foi a primeira pessoa a cuidar da saúde de crianças e de adultos.”

Depois da homenagem ao patriarca, alunos da escola visitaram o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo



Depois da homenagem ao patriarca, alunos da escola visitaram o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo

Foto: Elizabeth Renz/Divulgação

Passeio seguiu no museu

Cerca de 30 estudantes de 4º e 5º ano da escola participaram da iniciativa. No início da atividade, dois deles, Maria Clara Calvin Machado, 10 anos, do 4º ano, e Murilo Soares, 11, do 5º, foram os responsáveis por colocar uma coroa de flores sobre o monumento, em homenagem à Hillebrand.

Publicidade

“Ele era um médico e veio para cá salvar pessoas”, disse Maria Clara sobre o que aprendeu na ação. “E ele registrou as pessoas para identificar elas e suas famílias”, acrescentou Murilo.

VEJA AINDA: Novas medidas de responsabilidade fiscal são publicadas em São Leopoldo

Publicidade

As professoras Juliana Lima da Silva e Janaína Fátima Beck acompanharam as crianças na atividade. Elas relataram que as turmas escolhidas estudam São Leopoldo e o Rio Grande do Sul durante as aulas. “Ao longo do ano, nós trabalhamos a história da cidade, a imigração, e por isso, solicitamos a escola fazer um passeio ao museu. Eles nos passaram essa proposta que o museu tem e que hoje nós viríamos ao túmulo do doutor Hillebrand. Nós achamos o máximo, porque não estava no nosso itinerário, seria só o museu. Achei muito bacana a proposta do museu”, colocou Juliana.

Após o ato no Cemitério do Cristo Rei, os alunos foram levados para o MHVSL, onde os mediadores apresentaram o espaço e continuaram a contar a história de Hillebrand e da imigração.

Publicidade

 

Publicidade