O Ginásio Municipal Celso Morbach, em São Leopoldo, recebe, neste sábado (23), o 1° Festival Estadual: O Baobá Sagrado da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros do RS. O evento, idealizado pelo pai de santo leopoldense Alexandre D’Ogum e pelo conselheiro-geral do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros/RS (Ceucab/RS), Pai Daniel D’Xangô, ocorre das 14h às 21h, contando com intensa programação.
Representantes de 200 casas de religião de todo o Estado são esperadas na ação. “Estimamos um público de 3 a 4 mil pessoas”, coloca Pai Alexandre, explicando que a atividade tem apoio do Conselho Municipal de Povos Tradicionais de Matriz Africana de São Leopoldo (Compotma).
Uma das motivações para o evento também é realizar uma homenagem à Mãe Jovelina. “Que é nosso baobá principal e tem a casa de religião mais antiga de São Leopoldo, criada em 20 de novembro de 1953. Ela e outras 13 pessoas serão homenageadas no sábado”, comentou.
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Foto: Divulgação
“Rica oportunidade”
Além de dança, arte, cultura, passes, cortejos, rituais, rodas de canto, apresentações artísticas, entre outros, a programação contará com a Expo Black, feira afroempreendedora, com moda afro, bonecas negras, biojoias, culinária de axé, aromas e ervas.
“A gente está trabalhando com uma programação bem bacana”, sintetiza Pai Alexandre, lembrando que a entrada é gratuita, mas solidária, sendo que os participantes que desejarem, podem colaborar com a doação de um quilo de alimento, que será destinado à Apae São Leopoldo. “Todos são bem-vindos. É importante para conhecer e não termos intolerância. Será uma rica oportunidade”.
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Bandeira contra a intolerância será lançada
Um dos momentos mais importantes do evento, conforme Pai Alexandre, será a apresentação da bandeira contra a intolerância religiosa, criada por ele junto de Pai Saul D’Ogum e Thais D’Iemanjá, ambos de Caxias do Sul. “Procuramos sintetizar nela os elementos que comprovam a nossa pluralidade e, principalmente, a nossa diversidade”, pontuou Pai Alexandre.
A bandeira tem a cor azul e traz alguns símbolos estampados. “A pomba branca anuncia a paz. O arco-íris representa a diversidade e a presença dos orixás em suas múltiplas cores e forças. Os búzios simbolizam ancestralidade e escuta dos encantados. Os ramos verdes apontam para a natureza sagrada e viva dos nossos cultos. O amarelo central é o sol de Oxalá e dentro dele vai a palavra axé, como força de vida, justiça e transformação”, explica Pai Saul. “A bandeira é um chamado à união, respeito e valorização da nossa fé”, acrescentou.
“Entendo que essa bandeira deva ser um símbolo itinerário, que vá de escola e escola fazendo valer as leis que regem a obrigatoriedade do ensino africanista dentro das escolas”, ponderou Pai Alexandre, reforçando que essa é uma maneira de começar a quebrar a intolerância já dentro das instituições de ensino.
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Confira a programação do evento
14h | ABERTURA DOS CAMINHOS
– Ritual com Bará e banho de pipocas abrindo os caminhos sagrados
– Condução: Pai Éder e irmãos da Nação, com o calçamento simbólico repassado a Pai Alexandre
– Alagbês de Pai Éder de Oxalá entoando rezas aos Orixás
– Grande roda saudando os Orixás com canto e dança
– Entrada das Casas de Axé com estandartes e bandeiras
14h10 | ENTRADA DOS ORIXÁS
– Cortejo ritual com representantes de cada Orixá
14h20 | HASTEAMENTO DA BANDEIRA DA UMBANDA
– Condução: Pai Saul D’Ogum
– Hino da Umbanda
– Homenagem à criação da bandeira sagrada
14h30 | BANDEIRA CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
– Entrada de Pai Alexandre (Bará), Mãe Alê de Oyá, Pai Maurício de Oxum e Pai Tiago de Bará
– Ato simbólico de compromisso da gestão pública
14h40 | ENTRADA DA CARAVANA DO POVO CIGANO
– Danças e músicas tradicionais
14h50 | ENTREGA DAS COMENDAS – COMENDA BAOBÁ SAGRADO
– Reconhecimento aos 12 guardiões e guardiãs da fé afro-brasileira
– Registro fotográfico e falas de gratidão
15h20 | APRESENTAÇÃO DE CAPOEIRA
– Roda com canto, berimbau e ginga ancestral
15h40 | MOMENTO “HISTÓRIAS DE TERREIRO”
– 5 minutos com Bastião e Vovô Zuza
15h45 | ENTRADA DOS PRETOS VELHOS
– Cortejo com Mãe Sílvia
– Saudação e bênçãos ancestrais
16h | ENTRADA DE EXÚ E POMBOGIRA
– Cortejo com Mãe Camila
– Celebração da força dos guardiões e guardiãs
16h15 às 18h30 | MOMENTOS CULTURAIS
– Apresentações artísticas:
* 16h15 | Grupo Agué-Rê
* 16h45 | Alagbê Juliano Canedo & Grupo Ilú Axé Orun
* 17h15 | Coral Ouro Negro (de Mãe Adriângela de Oxalá – também conduz cânticos da Gira)
* 17h45 | Rumba Gaúcha com Pai Rodrigo de Xangô
* 18h15 | Gotas de Luz – C.E.U. Luz Divina de Mãe Nara
Participação Especial: Alagbê Awon Obá Ylu
18h30 | SUPER FOTO GERAL
– Todos os presentes reunidos para a foto oficial do Festival
19h às 21h | GIRA COLETIVA DE CABOCLOS
– Gira aberta com todas as Casas de Axé
– Louvor aos Caboclos e à força da mata
– Cânticos pelo Coral Ouro Negro
20h45 às 21h | ENCERRAMENTO – O ABRAÇO NO BAOBÁ
– Círculo humano simbolizando o abraço no Baobá Sagrado
– Oração ou ponto de saudação
– Saudação final de Axé
14h às 21h | EXPO BLACK – Feira Afroempreendedora
– Moda afro, bonecas negras, biojoias, culinária de axé, aromas, ervas e arte
Organização: Coletivo Baobá