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SÃO LEOPOLDO

Festival estadual leva tradições da matriz africana ao Ginásio Municipal Celso Morbach; confira

Município sedia, durante este sábado, o 1º Festival Estadual: O Baobá Sagrado da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do RS

Publicado em: 23/08/2025 às 16h:23 Última atualização: 23/08/2025 às 17h:09
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O município de São Leopoldo sedia, durante este sábado (23), o 1º Festival Estadual: O Baobá Sagrado da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do RS. O evento, iniciado às 14h, segue até as 21h no Ginásio Municipal Celso Morbach, com entrada gratuita.

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1° Festival Estadual: O Baobá Sagrado da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros do RS ocorre no Ginásio Municipal Celso Morbach



1° Festival Estadual: O Baobá Sagrado da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros do RS ocorre no Ginásio Municipal Celso Morbach

Foto: Amanda Krohn/Especial

A programação conta com bênçãos, roda de capoeira, apresentações artísticas e diversas outras atrações (confira aqui a programação completa). Os participantes são convidados a doar um quilo de alimento não perecível que será doado para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Leopoldo (Apae-SL).

O evento é uma realização do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros/ RS (Ceucab/RS), Casa de Cultura Aruanda, Conselho Municipal de Povos Tradicionais de Matriz Africana (Compotma), com a parceria das secretarias municipais de Direitos Humanos (Sedhu), Cultura e Relações Internacionais (Secult) e Esporte e Lazer (Semel).

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De acordo o pai de santo Alexandre D’Ogum, um dos organizadores do festival, eventos como esse são fundamentais para o combate à intolerância religiosa. “Que a gente possa, não só valorizar o encontro, a vivência, mas principalmente trazer a cultura tão rica e farta que é a da umbanda. Nós hasteamos aqui a bandeira contra a intolerância religiosa”, diz. “Pretendemos manter o festival aqui no Ginásio durante muitos e muitos anos”, acrescenta.

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Segundo o conselheiro geral do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do RS, pai Daniel de Xangô, o evento tem o intuito de promover a fé e a tolerância. “O sagrado é um só, só vai mudar o tipo de culto e a forma ritualística de devoção. Nosso viés é único, promover a paz cultural e, acima de tudo, a cultura de todas as religiões do Estado do Rio Grande do Sul.”

Homenagem às baobás e sementes

O festival contou com um momento para homenagear 12 baobás e uma semente. De acordo com o pai Alexandre de Ogum, “a árvore baobá é uma árvore mais que centenária, entende-se ser uma árvore mulher e a volta dela abriga toda uma ancestralidade.”

“Por isso a gente homenageia 12 baobás e uma semente. Elas representam a vida e a geração de todo esse processo em que estamos. Sem elas, não estaríamos aqui”, acrescenta o pai de santo.

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A baobá mãe Cecília de Xangô, de 94 anos e moradora de Caxias do Sul, foi homenageada no evento entre 12 outras pessoas. “A emoção é demais. Fico muito agradecida por lembrarem da ‘velha’. Esse festival é importante para mostrar que estamos saindo da toca e não estamos nos escondendo”, comenta.

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A jovem Luana Dutra da Silva, de 17 anos, é a semente homenageada no evento. “Essas homenagens são uma forma de mostrar o quanto essas pessoas [as baobás] são importantes. Elas têm muita inteligência e um coração que deveria ser mostrado para todos”, diz.

“Eu nasci dentro da religião e vejo a beleza que é a Umbanda, que traz para a gente a união e nos ensina o que é a fé, o amor, a caridade, a humildade, a empatia e muitas outras coisas”, continua.

Visitantes elogiam o evento

O professor Ivan Brasil, de 62 anos, foi ao evento com a esposa, a psicóloga e também professora Alexandra Machado Galvão dos Santos, 42, e a filha Bianca Brasil, de 10. Embora não seja praticante de nenhuma religião, o casal acredita que o conhecimento ajuda a combater a intolerância.

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“Acho que chegamos em um momento da nossa existência no planeta em que a intolerância faz com que a gente vive em guerra e deixe de aproveitar o que a vida dá de melhor para a gente”, comenta Ivan.

“A discriminação é algo histórico que passa em todas as religiões, e há outros preconceitos também, com etnias e até de faixa etárea, como o etarismo, mas é extremamente importante que isso aconteça na nossa comunidade e que o resto do país entenda que o gaúcho não é só de origem europeia”, completa Alexandra.

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